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CULTURA III Produção é insuficiente para mercado local É com a chegada da primavera e do verão, estações mais quentes do ano, que o camarão e os demais frutos do mar têm mais saída no litoral nordestino e Estados do Sudeste. Se comparados a outros pratos, como os de massa e de carne, os pratos que levam crustáceos são, geralmente, mais caros. Mas os preços não afugentam a clientela, que prefere pagar um pouco mais por camarões, lagostas, peixes, lulas e polvos, servidos em pratos ornamentados com salada. Os camarões consumidos aqui são, na maioria, importados de outros Estados, como Bahia, Ceará e Rio Grande do Norte. São locais onde a carcinicultura recebe uma política de produção mais agressiva. A compra da carne fora de Pernambuco, além de custar mais para os restaurantes, termina sendo uma evasão de divisas do Estado, já que os impostos são contabilizados nos cofres de outros Estados. Enquanto isso, a venda de pós-larvas de laboratórios pernambucanos para o resto do Nordeste conta com incentivos, já que são insumos, e não sofrem taxas tributárias, diminuindo ainda mais as contribuições para o Governo de Pernambuco. O Bargaço, restaurante especializado em frutos do mar e comida bahiana, em Boa Viagem, é um exemplo dos que precisam comprar fora o que servem aos seus clientes. O sócio-gerente do restaurante, Wladimir Gomes Filho, revela que compra entre 1,2 mil e 2 mil quilos de camarão inteiro aos pescadores do Pontal do Peba, em Alagoas. São animais pescados no mar, ao invés dos produzidos em cativeiros. Lá compramos camarões médios e grandes. É como gostam nossos clientes, explica Gomes. Para agradar a clientela, o cardápio oferece 15 diferentes pratos com o crustáceo, variando os acompanhamentos e temperos. Gomes diz também que o camarão é uma matéria-prima cara, bastante perecível e que, após ser separada a carne da cabeça e da casca, há uma redução de até 60% do seu peso. De acordo com o sócio-gerente do Bargaço, os restaurantes especializados em frutos do mar sentiram uma retração doconsumo neste segundo semestre. Mas as vendas aumentam agora, chegando ao auge em dezembro e janeiro. |
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