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TRIBUTAÇÃO Everardo aponta CPMF como o imposto para produtos digitais por Inês Andrade O secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, acredita que os produtos digitalizados, vendidos pela Internet, podem ser tributados por meio da Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF). A matéria, entretanto, é ainda polêmica e não se chegou a um consenso, considerou Maciel, que esteve no Recife, na sexta-feira, para participar do 2º Encontro dos Juízes Federais da 5ª Região. Os produtos digitalizados em questão são aqueles também chamados de desmaterializáveis. É o caso das obras fonográficas e livros, que podem ser comprados de outros Países via Internet e transportados pela própria rede. A opção considerada é tributar a compra do produto no ato da movimentação financeira. Segundo Everardo Maciel, não há existe visivelmente outra forma de cobrar efetivamente esse consumo. O assunto foi discutido recentemente em encontro internacional de secretários da Receita. No momento, nem o Brasil nem ninguém tem como tributar esse produto, frisou Maciel. CONTRABANDO DE CIAGRROS Durante o Encontro, o secretário também anunciou sua visita a Montevidéu, no Uruguai, no próximo dia 25. Vamos nos reunir com representantes dos Países de Mercosul para discutirmos a possibilidade de fechar uma força-tarefa conjunta e permanente contra o contrabando de cigarros disse. Em setembro, o Brasil e o Paraguai celebraram um acordo para enfrentar o problema. A medida entrará em vigor logo após a sua homologação no Congresso Nacional. A idéia agora é expandir a iniciativa para os demais Países do Mercosul. Já estamos em negociação com a Argentina e o Uruguai, adiantou Maciel. O contrabando de cigarros no País ocorre sobretudo pelo Paraguai e Uruguai. A estimativa do secretário é de que, com essa prática, o Brasil perca R$ 1 bilhão ao ano em impostos federais. O problema se deve à alta carga tributária sobre o produto. Países como a Itália, Espanha e Canada também enfrentam essa situação, afirmou Maciel. Cerca de 70% do preço dos cigarros são formados pelos impostos. Com essa carga, o risco em contrabandiar passa a ser compensado. Segundo Everardo Maciel, fica também difícil reduzir a tributação sobre o cigarro para não incentivar o consumo. |
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