
MUNDIAL DO JAPÃO
No Japão,
show de tecnologia. Na Coréia, gigantescas esculturasVocê já imaginou um campo de
futebol onde o gramado fica do lado de fora? Pois os
japoneses imaginaram. É assim o Sapporo City Stadium,
orgulho da engenharia civil japonesa, que já está 78%
concluído e pode abrigar mais de 42 mil torcedores. Na
hora da partida, o gramado é suspenso por um sistema de
ar-comprimido e levado para dentro do estádio. Lá
dentro, pode ser rotacionado num ângulo de 90°.
Para nós, pode parecer um
mero capricho japonês. O sistema, no entanto, vai
permitir que o gramado seja cultivado quando houver bom
tempo, e protegido em caso de chuva forte ou neve. Sem
falar que o espaço pode adquirir uso múltiplo na
cúpula coberta sem o risco de prejudicar o impecável
gramado.
Sapporo City é apenas um
dos 10 estádios que estão sendo construídos no Japão
para os jogos de 2002. Deles, três estão completamente
concluídos: o de Osaka City, o de Miyagi Prefecture e o
monumental Yokohama City, feito para abrigar mais de 70
mil torcedores e onde será realizada a final.
Ao custo médio de US$ 300
milhões, cada estádio é um verdadeiro show
tecnológico. Tetos retráteis, gigantescos telões
eletrônicos e construções sem pilastras que atrapalhem
a visão estão presentes em quase todos os campos. E
fora o estádio de Kobe (a cidade que foi parcialmente
destruída por um terremoto há seis anos), previsto para
outubro, tudo estará concluído antes de maio de 2001.
CORÉIA Do lado
coreano, há estádios que parecem esculturas:
gigantescos insetos, saiotes ou até pára-pentes.
O estádio Daejeon imita a
visão de cima de uma fazenda tradicional. O Jeonju
mistura o formato de um instrumento musical folclórico
com símbolos tradicionais coreanos. Em Seul, o World Cup
Stadium que vai sediar o jogo de abertura imita uma pipa.
Tendo começado a se
organizar um ano depois do Japão, a Coréia ainda não
concluiu nenhum dos espaços, mas promete fazê-lo até o
final do próximo ano. Os japoneses duvidam. Dizem que as
obras estão muito atrasadas.
Tanto o Japão quanto a
Coréia vão abrigar centros administrativos e de
convenções para os jogos. Em cada um dos dois países,
haverá grandes auditórios, área comercial, alojamentos
e infra-estrutura física e tecnológica para a imprensa
reunidos em um só complexo. O de Seul fica próximo ao
estádio da abertura. Seguindo a mesma lógica, o
japonês está sendo construído ao lado do estádio da
final, em Yokohama. A cidade fica a meia hora de trem de
Tóquio e é famosa pela sua baía, que foi revitalizada,
e seus jardins.
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