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BRASIL - ALEMANHA Os laços alemães com o Recife por Marcos Menezes Se um dia desses um Zepellin voltar a aparecer nos céus do Recife, não pense que é miragem. Um dos nossos maiores elos de ligação com a Alemanha foram os dirigíveis, que se tornaram uma grande atração na década de 40 e agora podem voltar, não mais transportando passageiros, mas para atuar no turismo, propaganda ou monitoramento ambiental do litoral nordestino. Quem diz isso é Christoph Ostendorf, diretor do Centro Cultural Brasil-Alemanha (CBBA) para o Nordeste. Aguarda-se apoio do Museu do Zepellin de Friedrichshafen para instalar o Museu do Zepellin no Campo do Jiquiá, simultâneo com a restauração da torre de atracação. Segundo o CCBA, a volta de dirigíveis aos céus recifenses só depende de aparecerem empresários locais em sua viabilização. A entidade garante todo apoio aos interessados. O Centro Cultural Brasil-Alemanha está completando 10 anos de atuação no Nordeste e sua missão consiste em difundir ao máximo a língua alemã através de cursos básicos, tarefa que lhe é atribuída pelo Instituto Goethe; e coordenar a concessão de bolsas de estudos na Alemanha para doutorado ou especialização universitária através do Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD); incentivo ao intercâmbio entre os dois países na área cultural, social e econômica. Segundo Christoph, ou Cristovão, como é conhecido pelos recifenses, o CBBA está convencido de que o seu trabalho pedagógico e cultural, desenvolvido com parceiros locais, possa contribuir para o desenvolvimento social, político e econômico da Região Nordeste, dentro da cooperação entre o Brasil e a Alemanha. Uma das mais recentes e positivas atividades do centro é o programa de parcerias escolares. Uma experiência bem-sucedida é entre a Escola Estadual Professor Carneiro Leão, de Camaragibe, e uma escola de Schernfeld, na Baviera. O CBBA viabilizou a remessa de quadros pintados por alunos pernambucanos que foram expostos e vendidos na Alemanha. Agora, a escola alemã fará uma exposição de obras de seus alunos em Camaragibe, brevemente. O diretor do Centro, Crhistoph Ostendorf mostra que o resultado de 10 anos de ensino da língua alemã no Recife é positivo. Em 1995 havia 530 alunos e este ano o número chegou a 709. |
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