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BRASIL - ALEMANHA II
Brasil crescerá na Informação, diz German

Em tempo de globalização, a informação tem um ‘mapa-mundi’ muito bem definido, onde as nações ricas se diferenciam das pobres. O exemplo disso é que no final do ano passado o planeta teria 200 milhões de internautas, dos quais 113 milhões vivem nos Estados Unidos e Canadá; 47 milhões na Europa; 33 milhões na região da Ásia e do Pacífico; 5,3 milhões na América Latina e na ‘lanterna’ a África e Oriente Médio, com 2,5 milhões.

É dentro desse quadro mundial que o professor de Ciências Políticas da Universidade Católica de Eichstätt e professor visitante da Universidade Federal de Pernambuco, Christiano German, lançou o livro O Caminho do Brasil para a Era da Informação, onde o autor mergulha sobre o atual estágio do País no setor e conclui que o “o Brasil tem chances de ser um dos países vencedores na sociedade global da informação”.

Comemorando os 10 anos de reunificação da Alemanha, o professor German lançou semana passada o livro em meio às comemorações dos 10 anos de existência em Pernambuco do Centro Cultural Brasil-Alemanha. Segundo German, o Brasil mostrou nas últimas décadas que é a nação tecnologicamente mais inovadora da América Latina, quando decide aplicar 1,2% do seu Produto Interno Bruto em pesquisa e desenvolvimento da informação.

Ele lembra, aliás, que “a tentativa de desenvolver uma indústria nacional de computadores, com base na lei de reserva de mercado da informática em 1984, fracassou. Mas um dos poucos resultados positivos desse protecionismo revogado em 1993 foi que o Brasil formou bem mais especialistas em processamento de dados do que outros países latino-americanos”.

TELECOMUNICAÇÕES – A vantagem do Brasil não se reflete, por exemplo, no setor de telecomunicações, onde o País está atrasado com relação aos seus vizinhos. Com apenas 10 linhas telefônicas para cada 100 habitantes em 1998, o país perdia para a Argentina e Chile (ambos com 19 linhas por 100 habitantes) e principalmente o Uruguai, onde são 25 linhas para cada 100 habitantes. German espera que agora, com as privatizações, o País dispare para 22 linhas para cada 100 habitantes.

Outra contradição bem brasileira, na opinião do professor alemão, é que enquanto na Alemanha ainda se discute as vantagens e desvantagens do sufrágio eleitoral via computador, no Brasil a urna eletrônica, introduzida em 1994, virou rotina.

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Jornal do Commercio
Recife - 15.10.2000
Domingo