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Esbaforido Do livro Na Boca do Túnel, do médico Maeterlinck Rêgo Mendes, do Rio Grande do Norte, tiro, logicamente autorizado pelo autor, uma das muitas duas histórias envolvendo o técnico Velha, com quem o médico-escritor potiguar conviveu no América de Natal: precisando reforçar o time, na eterna luta com o arqui-rival ABC, o América, por indicação de Velha contratou um ponta de nome Almir. Acontece que o recém-contratado chegou à capital norte-rio-grandense com muito peso acima do normal. Banha dava no meio da canela e foi passado um tratamento de choque para que o jogador entrasse nos trinques. Afinal, a ponta-direita exige muito do jogador, que tem que estar sempre leve para dar aqueles piques que levam a torcida se for a sua que estiver ao lado à loucura, como dizem os narradores esportivos. O preparador físico puxava nos exercícios especiais, porém, Almir sempre caprichava na louríssima suada acompanhada dos mais variados petiscos em que os bares da orla natalense são pródigos e lá ia todo o esforço do homem da preparação física para o beleléu. Velha já estava subindo pelas paredes, uma vez que a indicação do jogador fora sua e os dirigentes começavam a cobrar suas atuações, no que tinham carradas de razão. Já que o jogador não queria colaborar, o treinador resolveu aplicar o método que achou mais adequado para fazê-lo entrar em forma. Velha convocou Almir para se apresentar ao meio-dia na sede do clube. O jogador atendeu prontamente e foi informado de que seria submetido a partir daquele momento a um novo tratamento para baixar o lombo, pois se aquela situação perdurasse, ele corria o risco de ser mandado embora sem ao menos mostrar à diretoria e à torcida, que não era um blefe. O treinador levou-o para uma das quadras descobertas do clube, sol a pino, e enrolou-o com dois cobertores de lã e colocou-lhe uma touca de croché na cabeça, mal aparecendo os olhos. Foi assim que o jogador passou um bom tempo deitado na quadra em pleno verão potiguar, ficando completamente esbaforido. Por acaso o próprio Maeterlinck que conta a história ia passando pelo local, quando deparou-se com aquela marmota. Almir, estava estendido dentro dos cobertores, já com cara de fadiga, e Velha seguia firma na sua vigília, marcando em cima. Depois da reação de espanto, o médico tratou de mostrar que aquele procedimento/tratamento não levaria a nada, antes pelo contrário. Para desgosto de Velha e alegria de Almir, o tratamento foi encerrado, na hora. Cebola Jânio de Menezes Feitosa, manda mais uma historiazinha de Cebola, uma figura bastante popular da área Petrolina-Juazeiro, que exerce a função de massagista do Juazeiro Social Club, equipe participante da primeira divisão do Campeonato Baiano e da Copa João Havelange. Cebola, uma versão sertaneja de Dedeu, diverte quem quer que tenho contato com ele, com suas tiradas em que pontificam um certo toque de ingenuidade. Pois vamos a ela. Certo dia, Cebola pediu ao presidente do clube, Carlos Humberto, dois mangos para cortar o cabelo. Ao receber o dinheiro, depois de pensar alguns segundos, pediu mais um real. Ao ser indagado pelo patrão sobre o novo pedido, gaiato como é, o massagista saiu-se com esta pérola: É que eu resolvi cortar o cabelo bem baixinho... Irmandade Jogavam Botafogo e América pelo Campeonato Carioca, quando a certa altura houve um pênalti contra o Glorioso. Expectativa geral no Maracanã, quando o zagueiro Alemão tomou posição para o chute. Alemão, revelado pelo Sport, ficou famoso como emérito cobrador de tiros livres. Era uma das atrações no torneio-início, que antecedia a abertura do Campeonato, em que muitos jogos eram decididos nos pênaltis. É que Alemão tinha um verdadeiro torpedo nos pés e sempre estufava a rede. Naquele pênalti, no clássico carioca, à sua frente estava o notável Manga, que vinha a ser seu irmão mais velho. Enquanto Alemão tomava distância e como tomava para o chute, ouvia a provocação de Manga, a quem chamava de Maninho: Com Manguinha não tem esse negócio de família não. Aqui você não vai fazer gol não. Cumpriu a promessa, para a alegria dos botafoguenses. Estão presentes em
Sydney, 34 jornalistas da grande maioria dos estados
nacionais, como convidados do CPB (Comitê Paraolímpico
Brasileiro). O objetivo é abrir espaço na imprensa
brasileira para que o esporte paraolímpico se torne mais
conhecido e mereça uma maior atenção, não apenas dos
poderes públicos, mas também dos empresários, que
podem ver nele um investimento capaz de proporcionar
retorno. |
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