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PELOS BOTEQUINS DO RIO II No reino da empadinha de camarão Nem só de chope vive um bom botequim. A comida que acompanha cada tulipa deve ser bem-feita, saborosa e, melhor ainda, ter a cara do boteco em questão. Uma prática um tanto autoral e, por isso mesmo, merecedora da atenção de boêmios e aspirantes. A empada, um clássico do ambiente pé-sujo, é uma das campeãs na preferência dos bebedores. No bar Salete, ela é feita com primor, chegando a ser disputada entre os freqüentadores, que precisam muitas vezes reservar algumas para acompanhar as rodadas de chope. A mais conhecida é a de camarão, mas a de frango e a de queijo também são deliciosas. Na Lapa, o Nova Capela, inaugurado em 1965, tem um bolinho de bacalhau imenso e delicioso e pratos à base de bons peixes. Destaque para o cabrito assado com brócolis, o frango à francesa e o filé com palmito. A canja de galinha também é famosa, assim como os chopes, entre os melhores da região. A boa notícia é que o boteco é um dos últimos a fechar na cidade e, por isso mesmo, fica animado ainda nas altas horas da madrugada. À beira da baía de Sapatilha fica o aprazível Bar Budo, criado pelo advogado Wílson Paim, eleito entre os dez melhores garçons do Rio. Sua esposa, Lendária, prepara pratos e petiscos saborosos, que atraem uma multidão nos finais de semana. O peixe à brasileira (dá para quatro pessoas) é uma boa pedida, enquanto o camarão com catapora, que sai tanto quanto prato como também é servido como petisco. Os pastéis são um show à parte e motivo de briga com outro boteco, o Firmandos Bar, que também jura de pés juntos preparar o melhor pastel da região. (F.M.) |
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