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MANIFESTAÇÃO 500 índios em protesto contra o Descobrimento SALVADOR O ritual do toré (dança em homenagem aos mortos) ao redor da centenária estátua do Caboclo, marcou ontem o início da passeata com 500 índios de seis Estados do Nordeste pelo centro de Salvador. Eles percorreram 8 km do Campo Grande até a Praça da Sé entoando cânticos indígenas. Ao final da manifestação, por volta das 18h, embarcaram para Santa Cruz Cabrália, onde vão participar com outros 1.500 índios, a partir de hoje, da Conferência Indígena. A passeata foi engrossada por ambientalistas e membros do movimento Brasil, Outros 500 , que também se opõem às comemorações promovidas pelos governos federal e estadual. Não temos nada a comemorar. Em 500 anos de história, os brancos invadiram e tomaram nossas terras. Agora, estamos lutando para reconquistá-las, afirmou Sandro Daikir, 22 anos, líder da tribo Tuxá da cidade de Rodelas (BA). Os tuxá, habitantes da zona de fronteira entre Bahia e Pernambuco, tiveram as terras originais alagadas em 1987 pela Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) para a construção da hidrelétrica de Itaparica. Desde então, reivindicam indenizações e demarcação de novas terras. A Conferência dos Povos Indígenas deve reunir 1.500 representantes de diversos grupos de diversos lugares do País. Até ontem a maior parte estava acampada ao pé do Monte Pascoal. O presidente da Funai, Frederico Marés, que participará da conferência, esteve no local para cumprimentar e conversar com os índios. |
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