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SEM-TERRA Massacre de Carajás é lembrado com ocupações Integrantes dos movimentos dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e Sem Terra (MST) realizaram, ontem, uma passeata pelas ruas do centro do Recife para lembrar quatro anos do massacre de 19 trabalhadores durante uma marcha em Eldorado do Carajás, no Pará, no dia 17 de abril de 1996. Para marcar a data, o MST promoveu, na madrugada de ontem, a maior ocupação em seus dez anos de existência. Oitenta propriedades foram invadidas, a maioria delas na Zona da Mata Sul Durante a caminhada, os manifestantes empunhavam cruzes de madeira, numa referência aos companheiros mortos. Os sem-teto e sem-terra pararam na frente do Tribunal de Justiça para rezar e cantar hinos religiosos, comandados pelo reverendo anglicano Marcos Cosmo. No final, deixaram a cruzes no local. Com este gesto estamos cobrando da Justiça a punição dos culpados pelo massacre em Carajás, explicou o reverendo. OCUPAÇÕES - No município de Itaquitinga, na Mata Norte, aconteceu um fato inédito: uma ocupação feita somente por mulheres, em torno de 60. Até o final da tarde tinham sido realizados três despejos. Um em Gameleira, no Engenho Pereira Grande, promovido por pistoleiros. Outro em Barreiros, no Engenho Una, determinado pela Justiça. E o último em Bonito, na Fazenda Sossego, também a cargo de pistoleiros. |
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