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ENERGIA II
CGDE e Koblitz pretendem gerar energia com bagaço

A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) será o palco de uma discussão que poderá resultar num processo de co-geração de energia baseado no bagaço da cana-de-açúcar que não estiver sendo aproveitado pelas usinas da Zona da Mata. A empresa pernambucana Koblitz se juntou com a portuguesa Companhia Geral de Distribuição Eléctrica (CGDE) para costurar esse projeto, que será analisado numa reunião marcada para acontecer na autarquia, no próximo dia 2 de maio.

Essa co-geração poderia produzir 100 megawatts de energia, aproveitando o bagaço da cana de 10 a 15 empresas. “Esse projeto tem um cunho político forte, porque pode ser uma das soluções para a Zona da Mata”, explicou o diretor da Koblitz, Luiz Otávio.

O projeto demandaria um investimento de R$ 120 milhões, que seria feito pela própria CGDE. Os recursos seriam empregados, entre outros casos, na instalação de pequenas centrais de geração de energia dentro das usinas.

A Koblitz e a CGDE estão procurando um cliente para fazer um contrato de compra de energia a longo prazo. “A primeira empresa que estamos oferecendo essa energia é a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf)”, afirmou Luís Otávio.

Depois de fechar um contrato de compra da energia, as duas empresas criarão uma outra firma, que será uma Sociedade de Propósito Específico, com a CGDE como acionista majoritária, embora conte com a participação da Koblitz e também da usina que está produzindo o bagaço da cana.

A Sociedade seria operada pela CGDE por 15 anos e depois ficaria com a usina. A CGDE já iniciou projetos semelhantes em São Paulo e no Rio Grande do Sul. No Estado paulista, a empresa pretende fazer um investimento de R$ 350 milhões dentro de três anos para gerar 300 MW de energia.

A CGDE é uma empresa privada portuguesa que atua na área de energia, saneamento, telecomunicações e saúde, atuando no seu país de origem e também na Espanha e no Reino Unido.

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Jornal do Commercio
Recife - 18.04.2000
Terça-feira