
GOLEIRO
Caetano
não quer sair dos Aflitos Nada de cara feia, respostas curtas e
grossas ou fugas da imprensa. No dia seguinte
ao jogo em que nada deu certo, o goleiro Caetano encarou
microfones, gravadores e canetas sem demonstrar sinais de
que estaria saindo do clube como chegou a ser
cogitado, desde o fim do Clássico das Emoções. Se
depender dele, Caetano, o Náutico será sua casa até o
fim do contrato.
O atleta não fugiu à
culpa e assumiu os erros nos dois primeiros gols do Santa
Cruz. Consciência de que foi uma má jornada ele tem,
só a resposta diferiu daquilo que a maioria dos
torcedores timbus desejavam. Nunca passou pela
minha cabeça sair do clube. Não sou covarde, vim para
vencer, disparou o goleiro.
Caetano reiterou que não
tem motivo para se preocupar, pois está consciente de
que trabalha correto, desde o primeiro dia de Náutico.
Nem mesmo a ira de 80% do estádio correspondente
à torcida alvirrubra. O que o torcedor falou é
normal dentro do futebol, disse. Ele garantiu que
nem mesmo a noite de sono foi prejudicada, pois cresceu
pegando bola. Foi só uma pedra no caminho,
sentenciou.
Agora, é dar a volta por
cima. E para isso, Caetano citou como exemplo o goleiro
Marcos, do Palmeiras e da Seleção Brasileira. Ele tomou
dez gols em dois jogos e não se abalou. Da mesma
maneira, promete não se abater com o banco de reservas e
voltar por cima. Nenhum jogador gosta de ficar no
banco e vou trabalhar muito para voltar, afirmou.
MUDANÇAS À VISTA
Entretanto, as palavras do goleiro parece
não encontrar eco na diretoria. Anteontem à noite, o
gerente de futebol alvirrubro, Édson Nogueira, viajou a
São Paulo para acertar a transferência de Fabrício e
trazer novos jogadores, incluindo aí um goleiro (podem
ser dois). O próprio treinador, Luís Carlos Cruz,
elaborou uma lista de três atletas junto com o
preparador de goleiros, Mauri. Entregamos uma lista
e Edinho deve fechar com um deles, afirmou.
Mesmo assim, Luís Carlos
não pretende se desfazer de Caetano. Na opinião do
treinador, trata-se de um profissional sério, mas o
tirou do time por causa do clima hostil que se formou.
Nunca tinha visto uma coisa dessas,
surpreendeu-se.
Entre os jogadores, o
clima era de apoio ao colega. O lateral-direito
Carlinhos, disse que a culpa foi de todos. Pecamos
na defesa e faltou atenção nos gols que tomamos,
apontou. O meia Fábio Melo bateu na mesma tecla. Agora
temos que esquecer esse jogo e pensarmos no futuro. Nosso
time vem subindo de produção, destacou.
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