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SAÚDE Peixes são os preferidos dos médicos Da Agência Globo Os peixes, celebrados por nutricionistas como uma das proteínas animais mais ricas e benéficas para o organismo, viram estrelas gastronômicas na temporada de Páscoa. Depois que a carne vermelha e o frango foram condenados por excesso de colesterol, antibióticos, hormônios, pesticidas, conservantes e corantes, os médicos passaram a recomendar os peixes, especialmente os gordos, como salmão e sardinha, ricos em ácidos ômega 3, ingrediente fundamental das dietas saudáveis. Infelizmente, o salmão chega ao consumidor a R$ 20 o quilo. Mas, em alto mar, ele custa R$ 4. O resto vai para os intermediários e a população recorre aos frangos, que, pela quantidade de hormônios e antibióticos, trazem mais malefícios à saúde do que benefícios, comenta o médico Francisco Silveira. Ele não recomenda a seus clientes o consumo nem de carne vermelha nem de frango, a menos que este seja criado naturalmente, de procedência conhecida. Toda a celebração do peixe como um dos alimentos fundamentais da dieta da longevidade se deve à presença de ácidos ômega 3 nas espécies gordas de água marinha, entre elas, o arenque, o salmão, a cavalinha e o atum. ÔMEGA 3 O médico americano Timothy Smith, autor do livro A revolução anti-envelhecimento, recém-lançado pela Editora Campus, afirma que os benefícios dos ácidos ômega 3 não se restringem à sua capacidade de oferecer proteção contra doenças cardíacas. Segundo conta, as pesquisas indicaram que eles não só previnem coágulos sangüíneos como reduzem os níveis de triglicerídeos, gorduras que provocam danos ao coração. Os ácidos ômega 3 ajudam a aliviar a artrite, fortalecem o sistema imunológico e estimulam a produção de defesas antiinflamatórias e analgésicas, explica. Já o médico Francisco Silveira ressalta, porém, que há peixes comuns à mesa do brasileiro que não contêm os ácidos ômega 3. O brasileiro tem por hábito comer pescadinha e linguado. São peixes magros, que não contêm ômega 3. Estes ácidos são encontrados nos peixes gordos, de alto mar, alerta. O nutricionista Leonardo Haus comenta que os ácidos ômega 3, 6 e 9 encontrados no salmão colaboram ainda para o equilíbrio do colesterol, além de serem ricos em vitaminas do complexo B e D. Os peixes comuns dos brasileiros são ótimas proteínas animais, mas não têm esta porção de ômega. O importante é comprar sempre peixe fresco, adquirido em mercados produtores. Devemos evitar peixes que não são do alto mar, para nos prevenirmos contra espécies contaminadas , diz. Timothy Smith recomenda, por exemplo, que se evitem as espécies de peixes de águas costeiras e provavelmente poluídas como a anchova, a carpa, o bagre e a truta e, especialmente, os peixes crus oferecidos em pratos japoneses. Muitas vezes estes peixes contêm parasitas que podem infectar o trato abdominal de quem os consome, alerta. O americano lembra ainda que os que não gostam de peixes podem consumir ácidos ômega 3 em outras fontes como óleos de linhaça, semente de abóbora, soja e nozes. Já os frutos do mar como camarões, lulas e polvos são alimentos ricos em vários minerais como selênio, magnésio, zinco, iodo, cromo, cobre e potássio, segundo o nutricionista Leonardo Haus, mas têm alto teor de colesterol. Caso sejam somente cozidos ao vapor, o conteúdo de colesterol destes frutos do mar será abrandado em mais de 60%, diz. |
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