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INTERNET
A hora e a vez da empresa na WEB

por Fabíola Blah
blah@jc.com.br

Assim que um internauta descobre a Internet, normalmente sua grande diversão são os sites e programas de bate-papo. E como tudo na vida são ciclos, não demora para que ele comece a ‘evoluir’, descobrindo outras funções para a Rede. A própria Internet também se encarrega de viver por fases: recentemente, produção e downloads de arquivos MP3 eram a maior febre; os sites de leilão vieram em seguida, pipocando um a cada semana. Os portais de conteúdo deram seqüência, uns com suas informações específicas, outros com direcionamento variado.

A última moda, entretanto, não é nenhum tipo dirigido de homepage, mas uma profusão de sites com o objetivo exato de colocar as empresas na Web, sob pena de perder o bonde histórico. Ficar de fora do mercado digital e deixar passar a oportunidade de participar da tão falada nova economia não parecem ser o ideal das corporações brasileiras – até mesmo das pequenas empresas.

Mas há que se fazer uma ressalva: não basta ter um endereço .com para se dizer ‘empresa digital’. Foi-se o tempo em que páginas institucionais satisfaziam cliente e empresa. “Quem tem a Internet como hábito, como fonte de informação e de serviços, não se contenta apenas com aquela página que informa data de fundação e histórico da empresa”, explica o consultor de Planejamento Estratégico do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-PE), Gutemberg Fernandes. “Para obter sucesso, e isso se aplica a qualquer setor, é preciso ter um diferencial, mostrar porque a sua empresa se sai melhor do que a concorrente. Na Internet não é diferente”, acrescenta Fernandes.

CONFECÇÃO – Antes de mostrar as vantagens da sua empresa, um bom site deve ser feito por gente que gosta do trabalho. “Se as pessoas envolvidas no planejamento, confecção e manutenção do site gostarem do que fazem, está garantida metade do sucesso da iniciativa”, acredita Gutemberg Fernandes. Muitos outros passos, porém, precisam ser tomados – e com muito cuidado.

A estrutura física, por exemplo, é um dos últimos itens a ser planejado. “O mais urgente é fazer um diagnóstico minucioso de todos os setores da empresa, identificar possíveis problemas, analisar a viabilidade econômica do projeto, uma série de pontos que precisam ser cuidadosamente checados”, afirma.

Gutemberg Fernandes trabalha no Sebrae há sete anos e, desde então, tem acompanhado o crescimento do interesse das empresas locais em trabalhar, de alguma maneira, com a Internet. “Muitas delas têm um interesse realmente superficial, apenas uma página institucional. Outras, no entanto, querem algo oferecer serviços incrementados. De todo modo, notamos um crescimento anual de 20% no interesse das empresas em aparecer no mundo virtual”.

A Stefanini Consultoria, há 13 anos trabalhando no segmento de informática, levanta outras questões importantes para a obtenção do sucesso no mundo digital. “Para quem vai lidar com o consumidor final, é fundamental repensar o modelo de negócios, adequando-o aos padrões impostos pelo cliente e não pelos fornecedores”, defende o gerente de e-technology da Stefanini, Luiz Edmundo Machado. Para ele, a empresa não deve esquecer que o mercado de Internet é mutante. “Entrar na Web deve ser encarado como um projeto continuado, que nunca pode estagnar. O sucesso inicial não garante a sobrevivência no futuro”, ressalta.

Seguindo esse raciocínio evolutivo, Machado explica que não é possível estabelecer modelos ou padrões genéricos para quem quiser se aventurar na Internet. “A economia digital é muito recente, não tem estabilidade suficiente para a existência de padrões. Porém medidas de precaução podem ser tomadas, o que varia de acordo com seu porte da empresa e seus objetivos”, diz.

SERVIÇO

www.sebrae.com.br
www.stefanini.com.br

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Jornal do Commercio
Recife - 12.04.2000
Quarta-feira