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HARDWARE Equipamentos limpos, máquina saudável por
Benira Maia Você come
muito biscoito, batata frita ou sanduíches diante do
computador? Se você respondeu Sim às primeiras perguntas e Não à segunda, saiba que aquele farelo, os pingos de Coca e o descuido com a máquina podem estar apontando para uma só direção: é chegada a hora da limpeza do hardware! A limpeza pode ser diária, através de cuidados mínimos, mas também é preciso um serviço mais profundo, visando à conservação do equipamento. Os técnicos de manutenção aconselham uma revisão geral do micro pelo menos uma vez no ano. A sujeira pode chegar até a ser um inimigo mortal da máquina. A frase não é exagero. Que o diga o administrador de sistemas Aldo Albuquerque Segundo. Responsável pela manutenção da rede do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar), ele guarda como prova da sentença um processador rachado devido à falta de cuidados com a máquina. Por causa da poeira no gabinete, o cooler (pequeno ventilador para o chip) emperrou, houve superaquecimento, o processador rachou e a placa queimou, conta. A poeira pode causar dano a alguma peça, referenda Ricardo Rodrigues, proprietário da Clínica de Computadores. Uma limpeza geral compreende, além de tirar a poeira do teclado e do monitor, colocar disquete e CD-ROM especiais para retirar a sujeira dos drives e, por fim, abrir o gabinete e aspirar o pó das placas e slots. O cuidado com o gabinete é a parte mais sensível do trabalho, sendo aconselhável que seja feito por um técnico ou um usuário mais experiente. O perigo está no manuseio das placas, que precisam ser retiradas para uma limpeza bem feita. O usuário pode até limpar, mas não é aconselhável, prega Eros Castro, do suporte da Nagem. Ele pode passar energia estática e danificar a placa, explica o técnico da empresa Hipernet Gustavo Leal. É necessário também tomar cuidados com os fios, para não deixá-los desconectados. Empresas de manutenção fazem esse trabalho. Algumas lojas, como Infobox e Vergê, também oferecem a limpeza. Em média, o serviço custa R$ 30. COOLER Um dos casos mais comuns é mesmo o da poeira que impregna no cooler. O contador Antônio Martins, 24 anos, levou o seu Pentium II de 400 MHz recentemente à manutenção. Com um ano e meio de uso e nenhuma limpeza realizada, o micro com travamento no cooler. Martins optou pelo caminho sugerido pelos técnicos: não ousou fazer a manutenção sozinho, se dirigindo ao profissional especializado. Não entendo de informática, então imagina se eu queimasse alguma placa?!, pondera. Há quem não só resolve fazer o caminho sozinho, como também comete alguns exageros que podem colocar em risco a saúde da máquina. O estudante Wladson Bezerra, 22 anos, costuma lavar o seu teclado. Como? Ele desparafusa o acessório com cuidado para separar a parte elétrica e coloca a parte das teclas numa bacia com água e sabão em pó. Depois deixa-o secando ao sol ou ao vento. Apesar das experiências bem-sucedidas, ele não aconselha a seguirem o seu hábito. É um equipamento eletrônico e, se não for secado com cuidado, pode ficar alguma gotinha que pode até provocar um curto-circuito, afirma. A mania de limpeza do estudante é tanta que, numa experiência, no mínima, esdrúxula, levou o gabinete a uma borracharia. Lá, retirou a tampa e dirigiu um jato de ar comprimido para dentro do gabinete. Foi poeira para todos os lados, conta, rindo. Ele, porém, reconhece mais uma vez que esse não é o rumo indicado. A pressão é forte e poderia danificar alguma peça, admite. E dá a justificativa para suas atitudes: Só fiz porque não tenho aspirador. SERVIÇO Infobox 465.3422 |
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