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APELAÇÃO Suprema Corte de Israel manda libertar treze presos libaneses JERUSALÉM O Secretário-Geral da ONU, Kofi Annan, anunciou ontem para dirigentes libaneses uma decisão oficial de Israel de se retirar do Líbano antes de julho próximo. Israel anunciou oficialmente através de uma carta remitida às Nações Unidas (ONU), a decisão de se sair do Sul do Líbano, região que ocupa desde 78. A Suprema Corte de Israel autorizou ontem que 13 prisioneiros libaneses sejam soltos, enquanto prosseguiam em nível político os esforços para impedir a libertação, que poderia acontecer amanhã. A Corte rechaçou a apelação apresentada pela Associação de Vítimas do Terrorismo Árabe, de extrema-direita. Fontes judiciais informaram que os 13 presos, que deveriam ter sido libertados ontem, serão postos em liberdade amanhã. Eles foram capturados pelo exército israelense ou por milicianos do Exército do Sul do Líbano (ESL, milícia que apóia Israel) nos últimos anos, para serem trocados por informações sobre o paradeiro de três soldados israelenses desaparecidos no Líbano em 1982 (durante um enfrentamento com sírios em Sultan Yakub) e do aviador Ron Arad, desaparecido em 1986 depois que seu avião foi derrubado no Líbano. A presidência do Conselho israelense anunciou que o gabinete de segurança composto por ministros encarregados da Defesa se reunirá na manhã de hoje para discutir a possibilidade de apresentar um projeto de lei que permitiria ao Estado manter presos cidadãos de países inimigos. Responsáveis do escritório do premiê israelense, Ehud Barak, informaram que o chefe de Governo é a favor de uma lei de exceção dessa natureza, mas não se sabe se isso poderia impedir a libertação dos 13 libaneses. Para isso, o Parlamento, atualmente de férias, teria que reunir-se na tarde de hoje em caráter de urgência, para votar o texto. |
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