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JC NAS RUAS
Cláudia Lucena

Torcer por resultados

Não é só a política que virou caso de polícia. A saúde pública no Brasil também está em perfeitas condições de ocupar os livros de ocorrências das delegacias e, por que não, os noticiários policiais. Os livros de ocorrências, tão comuns no mundo dos delegados, agentes e escrivães, agora estão servindo de termômetro para o Sindicato dos Médicos detectar as tantas histórias trágicas que se passam no interior dos hospitais da rede SUS. E, para quem imagina que o pessoal da entidade está fazendo visitas de fachada a essas unidades, o sindicato avisa que tem pronto um relatório sobre a situação dos hospitais públicos. O documento será apresentado, hoje, à Secretaria de Saúde do Estado, e encaminhado ao Ministério Público, Conselho Regional de Medicina (Cremepe) e à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Depois disso, é esperar para ver se o esforço será recompensado com uma investigação séria que apure e puna os culpados por tanto descaso. A morte de uma paciente idosa no Hospital Otávio de Freitas (aquele, cuja direção sempre insiste em dizer que está tudo dentro dos conformes) é só mais um dramático exemplo do que se passa em outras unidades de saúde (ou de doença?) do Estado e do País, mas que nem sempre chega ao conhecimento da sociedade. Há poucos dias, um médico do Hospital Agamenon Magalhães que, por motivos óbvios, não pode se identificar, mandou um e-mail denunciando, entre tantas coisas ruins, que ali a falta de medicamentos é comum, e o ambiente da emergência é propício ao desenvolvimento de microorganismos. Pois bem: agora, com as denúncias no papel, o negócio é torcer por bons resultados.

Publicidade nas escolas

A Escola João Barbalho (Boa Vista) cede seu espaço para publicidade. Por enquanto, já são dois outdoors. Recentemente, também cortaram uma árvore da Escola Landelino Rocha (Pina), com o mesmo fim. Mas afinal, isso é ou não proibido pela Secretaria de Educação?

Medo da cratera

A Avenida Jangadeiro, principal acesso ao Conjunto dom Helder Câmara, em Piedade, já é normalmente esburacada. No entanto, há uma enorme cratera na frente da Padaria Simone que está causando medo aos moradores. Teve gente que já caiu e se machucou. Há mais de um mês, a Prefeitura de Jaboatão prometeu tapar o buraco. E nada mais...

Citotec

O Comitê Municipal de Estudos da Mortalidade Materna discute hoje, na sede do Cremepe, as dificuldades na compra do Citotec pelos hospitais públicos e privados do Estado. Entre elas, a burocracia e o alto custo do medicamento. A falta do remédio, dizem, aumenta o risco de complicações durante o parto e em possíveis casos de aborto.

Ambulância quebra na rampa do HR

Uma ambulância do Hospital da Mirueira quebrou ontem na subida da rampa do HR. Enquanto empurrava, o motorista dizia que o carro quebrado é só uma mostra da precariedade do hospital. E botou a culpa em Deus e o mundo.

Como fazer caravelas de papel

As crianças que forem nesta semana ao Clubinho do Tacaruna aprenderão a fazer caravelas de papel. E, de quebra, participam de oficinas sobre os “500 anos com a Turma da Mônica”.

Selo dos 500 anos

A Empresa de Correios e Telégrafos lança, hoje, em Igarassu, o selo comemorativo aos 500 anos do descobrimento do Brasil. A solenidade será às 10h, na Escola Sagrado Coração de Jesus. Em setembro, será a vez de aquela cidade ter um selo em homenagem aos 465 anos de fundação.

A eterna dúvida

O leitor Roberto Zaidan não entende por que os postos de gasolina do Recife ora praticam um preço, ora outro. E cita como exemplo um posto de combustíveis próximo da Praça do Entroncamento. Na semana passada, o litro da gasolina custava R$ 1,25. Nesta, já passou para R$ 1,45. Matemática complicada de assimilar.

Carnaval em xeque

O Carnaval passou faz tempo, mas a Frente Libertária de Olinda promove, às 20h de hoje, no Largo do Guadalupe, um debate sobre a festa mais famosa da cidade. Um dos temas discutidos pelos descontentes com o Carnaval da Marim dos Caetés será a “descaracterização da cultura olindense”. Tem cheiro de política no ar.

Não tem solução

A explicação da Emlurb para o leitor que associou os alagamentos na Av. Agamenon Magalhães à comporta do canal Derby-Tacaruna: “a comporta foi construída para evitar transbordamentos, durante as marés altas. Alagamento é resultado de chuva forte”. Ou seja, o problema não tem mesmo solução.

email: claudia@jc.com.br


Jornal do Commercio
Recife - 18.04.2000
Terça-feira