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Jogo bom e animado! Se nada tivesse acontecido de interessante no clássico de domingo, ainda assim não teria sido chato, seis gols não se vê todo dia. E poderia ter sido mais, o que faltou foi qualidade, oportunidades até que sobraram. Náutico e Santa Cruz jogaram para ganhar, aliás eles precisavam ganhar para evitar que o Sport se afastasse deles na tabela, o que acabou acontecendo. Os rubro-negros só não ganham o turno se houver um terremoto! Mas, é preciso dizer que além de meia dúzia de gols aconteceram outras coisas interessantes, a começar pela arbitragem do jovem Cláudio Mercante. De fato, ele não se saiu muito bem, e pisou na bola porque buscou remédio fora das leis do jogo. Eu não recomendo que Cláudio, daqui pra frente, imite Wílson de Souza Mendonça. Isso não, Wílson não tem jogo de cintura, e além disso, adora fazer parte do espetáculo, como estrela. Ele sabe bem a lei do jogo, mas exige detalhes nos momentos mais inadequados. Se o lance não é decisivo e nem mesmo importante, por que arbitrar ao pé da letra? Por que exigir que se encontre um pintor no meio da noite para pintar o pé da trave, que perdeu o branco porque enferrujou? Isso é um excesso que acaba por criar um clima antipático. Portanto, Cláudio, não precisa imitar Wílson nestas picuínhas, mas exigir o que é capital, isso sim, é bom não deixar de lado: Cláudio deveria ter expulsado não apenas o zagueiro Valnei. Troca de agressão deve ser punida com cartão vermelho, e assim, Édson deveria ter saído também. E Nílson hein? Até requerimento ele fez para ser expulso e não conseguiu! Do jogo propriamente dito, entendo que a culpa pelo empate não é só do goleiro Caetano. A barca começou a adernar depois que o Náutico perdeu o domínio do meio-de-campo. E isso ocorreu porque Marco Aurélio estava amedrontado, já recebera um amarelo e já fora advertido. Com medo de um vermelho ele maneirou demais. A entrada de Toninho e de Tiago mudou a cara do jogo. Sem o domínio do meio-de-campo o Náutico só não perdeu a partida porque o tempo se esgotou. E para concluir, como disse nas primeiras linhas, faltou qualidade. E faltou mesmo. Formiga teve a sorte da partida nos pés, entrou sozinho, com a bola dominada e chutou em cima de Nílson! |
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