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ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA II
Denúncia de pistolagem também respalda pedido

O deputado Eudo Magalhães (PFL) não será ‘alvo’ apenas do processo de cassação na Assembléia Legislativa. As acusações de envolvimento com narcotraficantes e prática de pistolagem, denunciadas pela comissão de deputados federais, colocam o deputado entre os investigados pela CPI estadual do Narcotráfico e da Pistolagem.

“A comissão não poderá deixar de analisar esse assunto. Vamos considerar as denúncias contra todas as pessoas, sejam elas quem for. Quando formos à Brasília, iremos buscar as denúncias (contra Eudo) e considerá-las”, afirmou o presidente da CPI, deputado Pedro Eurico (PSB).

Eurico explicou que a seqüência na apuração das denúncias levantadas pela CPI federal foi o que motivou a instalação de uma comissão no Estado. “E nós vamos continuar com esse trabalho”, garantiu.

O processo de cassação do mandato do deputado Eudo Magalhães se caracteriza exclusivamente em um julgamento político. Nesse caso, compete exclusivamente à Assembléia Legislativa dar seqüência ao processo.

Mas as denúncias da CPI federal que respaldam o pedido de cassação – acatadas pela mesa diretora para prosseguir com o caso – extrapolam a falta de decoro parlamentar com base apenas no fato de que o deputado teria mentido sob juramento. A comissão embasou o pedido, também, nas acusações de envolvimento de Eudo com narcotraficante e prática de pistolagem e narcotráfico.

A CCJ – instância que investigará o processo no Legislativo – só vai considerar a falta de decoro em decorrência das contradições no depoimento. As demais – que se comprovadas podem suscitar em julgamento criminal – ficaram para a CPI do Narcotráfico e da Pistolagem.

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Jornal do Commercio
Recife - 18.04.2000
Terça-feira