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RUMO AO VOTO II
Bancada tucana rejeita a coligação na proporcional

Os vereadores do PSDB do Recife não vão aceitar, em silêncio, a coligação do partido com o PMDB e o PFL na chapa proporcional. Ex-aliado do pré-candidato tucano João Braga e hoje defensor da coligação na majoritária, o vereador Luiz Helvécio afirmou, ontem, que “esse foi o acordo feito pela direção do partido (deputados federais Luiz Piauhylino e Sérgio Guerra) com o prefeito (Roberto Magalhães)”.

De acordo com Helvécio, os tucanos “já estão fazendo um sacrifício” ao abandonar a candidatura própria para apoiar a aliança em torno da candidatura à reeleição de Roberto Magalhães. Helvécio destaca que o assunto está sendo tratado diretamente entre o governador Jarbas Vasconcelos (PMDB), o prefeito Roberto Magalhães (PFL) e o presidente estadual tucano, Luiz Piauhylino. Porém, diz que o entendimento da bancada tucana na Câmara Municipal (hoje com quatro integrantes) é a de que “deve haver uma sensibilidade”, não se exigindo do PSDB a coligação na proporcional. “Isso inviabilizaria a eleição para vereador. Não elegeríamos sequer um candidato”.

O nome mais cotado entre os tucanos para a vice na chapa de Magalhães, vereador Paulo Marcelo Raposo, afirmou, por sua vez, que ficou certo “não haver coligação na proporcional”. Raposo aproveitou para contestar o pré-candidato tucano, João Braga, que denunciou que “está havendo cooptação de votos de convencionais em troca de benesses”.

De acordo com o vereador, “é fundamental para o PSDB que Braga revele os nomes ou os indícios de irregularidades para que o partido possa investigar”. O vereador ressaltou, ainda, que João Braga “nunca denunciou internamente essa prática, e que o PSDB pretende levar à frente a apuração para saber se o fato realmente existiu”.

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Jornal do Commercio
Recife - 18.04.2000
Terça-feira