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UPGRADE
Gilvandro
Filho
Tecnologia e vida
NEW ORLEANS,
LOUSIANNA (EUA) Mesmo correnco o risco de
se tornar uma espécie de arroz de festa dos
eventos de informática, o astronauta e senador John
Glenn oferece muitos pontos para reflexão em suas
palestras pelo mundo afora. Do espaço, navegando do alto
da mais avançada tecnologia, ele surpreendeu-se ao ver
quanto é pequena a camada de oxigênio que envolve a
Terra. É uma chamazinha azul, insignificante
diante da própria Terra e da grandeza do universo que a
envolve. Fiquei meditando por muito tempo: como uma
camada que nos é tão vital é, ao mesmo tempo, tão
fragil, pensou o astronauta.
Mas, o que tem a ver as
divagações de John Glenn com a informática? Nada? A
resposta não pode ser outra: Tudo! Estamos vivendo em um
mundo onde as distâncias se acabaram, onde a tecnologia
faz upgrade de nossas vidas a cada segundo, onde o curto
prazo significa o hoje e o médio prazo, daqui a poucas
horas. Globalizado e competitivo, o mundo não prescinde
da tecnologia da informação. A responsabilidade é,
portanto, multiplicada por mil. O desafio é usar bem
essa tecnologia e colocá-la a serviço da humanidade e
da qualidade de vida.
Cada vez mais empresas e
pesquisadores se vêem de frente com a necessidade de
aliar tecnologia e competitividade com bem-estar. Essa
responsabilidade científica faz com que
surjam, aqui e ali, iniciativas que valorizam a
tecnologia como propulsora da qualidade de vida. Aqui, em
New Orleans, um exemplo interessante (e importante) é
dado pela própria promotora do evento, a Computer
Associates, com o seu programa Missing Kids. Desenvolvido
em convênio com organismos governamentais, é um site
que tem ajudado a localizar crianças desaparecidas no
mundo inteiro, inclusive em duas cidades brasileiras:
Brasília e São Paulo.
São inciativas simples
que não custam muito, ainda mais se desenvolvidas por
empresas prósperas e que multiplicam o seu faturamento
com a mesma velocidade em que a tecnologia avança e se
desenvolve. Mas que, por isso mesmo, tornam mais digna a
própria tecnologia e ajudam a preservar aquela chamazinha
azul tênue e preciosa que encantou John Glenn lá
no espaço.

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Jornal do Commercio
Recife - 12.04.2000
Quarta-feira
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