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REALIDADE ACM diz que mínimo de R$ 150,00 é humilhante SALVADOR O presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), afirmou ontem, que vai brigar para fixar o novo salário mínimo em um valor acima dos R$ 150 defendidos pelo governo federal. Ele considerou inaceitável a proposta de R$ 150 pelo Congresso. Deveremos lutar por um total equivalente a US$ 100, pode ser R$ 180 ou R$ 170, mas nunca R$ 150, disse. Segundo ele, esse montante humilha o trabalhador brasileiro. Para ACM, é indefensável pelo Congresso esse reajuste do mínimo baseado no acréscimo de apenas R$ 14 aos R$ 136 atuais. Se o Congresso aceitar essa proposta não merece realmente existir, frisou. O senador baiano e o ministro da Fazenda, Pedro Malan, deverão estar hoje, frente a frente em café da manhã promovido pela Associação Comercial da Bahia. Malan falará sobre as perspectivas da economia aos empresários locais, mas o próprio ACM já teria manisfestado interesse em conversar com o ministro antes do compromisso, já que ele estaria no centro da reação do governo ao mínimo equivalente a US$ 100. Sua justificativa seria a de que não há fontes confiáveis de recursos para amparar reajuste mais substancial. A disposição de Antonio Carlos de trabalhar para derrubar a proposta dos R$ 150 pode ser mais um complicador na já tumultuada fase do seu relacionamento com o presidente Fernando Henrique. O senador vem cobrando do Governo federal uma definição sobre os critérios de elevação do mínimo. Ele, por sua vez, pediu aos técnicos do Senado uma planilha de cálculos sobre o impacto de diferentes reajustes nas contas da Previdência. Para aumentar o poder de pressão, o presidente do Senado está mobilizando a bancada de seu partido na Câmara Federal, com o objetivo de rejeitar qualquer proposta que ele considere inaceitável, como esta dos R$ 150. Inicialmente, ele se revelou intransigente com relação ao patamar de R$ 180, mas já admite negociar. |
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