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COMEMORAÇÃO Comunidade faz festa para mulher que completou ontem 100 anos Um século pode ser muito, mas não para a dona Lídia Emília da Costa, que está completando 100 anos. Para marcar a data, a comunidade de Jordão Baixo, no Recife, realizou, ontem, uma festa para senhora mais idosa do bairro: blocos carnavalescos, bonecos gigantes de Olinda e feijoada, além de muita cerveja e batida de limão. Não faltaram, claro, os seus filhos, netos, bisnetos e, até, tataranetos, que, ao todo, somam 54 pessoas. Mesmo tendo vivido épocas marcantes da história do País como a Revolução de 30, o Golpe de 64 e, mais recentemente, o impeachment de Fernando Collor dona Lídia, bastante orgulhosa com tamanha idade, garante ainda ter muito o que fazer. Quero viajar por esse Brasil afora, sobretudo Brasília, onde mora a minha filha. Só vou embora daqui quando Deus me chamar, quem sabe nos meus 200 anos, arrisca Lídia Emília, natural de Correntes, no Agreste Meridional. Ela veio para o Recife ainda menina com uma professora, que a adotou. Como minha mãe não tinha recursos, ela resolveu me dar a essa professora de papel passado, conta. Por aqui, já morou em vários lugares, entre eles a Rua da Concórdia e Boa Viagem, onde viveu durante boa parte de sua vida. Atualmente, mora com uma das filhas, enquanto reformam a sua casa. Meu marido morreu cedo e, para cuidar dos filhos ainda pequenos (dos 12, só seis estão vivos), eu tive que me virar sozinha, carregando lata dágua para conseguir alguns trocados, lembra. Apesar da vida dura, ela afirma ter uma saúde de ferro. Gripe é doença de rico, de quem tem dengo. Para ela, a receita da longevidade é muita paciência e fé em Deus. Quando penso na minha idade, tenho certeza do quanto Ele me ama. |
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