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MAMÍFEROS II Estudo apontou dez espécies de roedores no refúgio O esquilo foi um dos dez roedores encontrados no Refúgio Ecológico Charles Darwin, um remanescente de 60 hectares de Mata Atlântica destinado a atividades de pesquisa e educação ambiental. O levantamento foi realizado durante um ano, a partir de abril de 1994, totalizando 1.152 horas de observação. O resultado apontou ainda a presença de cotias, ouriço-caixeiro (cuandu), preá e mais seis espécies de ratos, entre silvestres e urbanos. De acordo com o biólogo Roberto Siqueira, coordenador do criadouro, são conhecidas 1.814 espécies de roedores no mundo, das quais mais de 200 se encontram no Brasil. A América do Sul possui a maior diversidade de roedores, diz. Entre eles está a capivara, o maior roedor do planeta, podendo atingir 100 quilos. A ordem dos roedores, lembra ele, é a maior entre as que integram a classe dos mamíferos. CATIVEIRO Localizado em Igarassu, o Refúgio Ecológico Charles Darwin tem cinco esquilos, três machos e duas fêmeas. Eles foram apreendidos pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e levados para o refúgio, que passou a ser fiel depositário dos animais. Roberto Siqueira vai aproveitar a presença dos bichos no refúgio, onde funciona um criadouro de primatas, para estudar o comportamento da espécie. Caso nasçam novos filhotes, poderemos pensar em fazer a reintrodução na natureza, adianta. O refúgio possui grande parte das plantas utilizadas como alimento pelos esquilos, como murici, bulandi, imbiriba, araçá, coquinho-difuso, macaíba, dendê e maraial. Os serelepes normalmente se comunicam através de sons e odores, segundo informa o biólogo. |
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