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COMBUSTÍVEIS II Petroquímicas produzirão gasolina RIO A Agência Nacional do Petróleo (ANP) publicará, também esta semana, portaria autorizando as três centrais petroquímicas (PqU, Copene e Copesul) a fabricar gasolina, segundo informou o diretor-geral da ANP, David Zylbersztajn. A iniciativa, que integra as ações da agência para reduzir a prática de adulteração e de evasão fiscal na distribuição de combustíveis, deverá permitir a entrada de três novos agentes na atividade de refino, que passarão a responder por até 8% da oferta da gasolina A a gasolina sem a adição de álcool carburante. As centrais petroquímicas passarão a atuar como verdadeiras refinarias, afirmou Zylbersztajn. A medida abre, ainda, às centrais petroquímicas, a possibilidade de constituírem distribuidoras de combustíveis, reproduzindo o modelo estabelecido pela Petrobras com a BR Distribuidora. Com a autorização, as centrais petroquímicas, que já têm capacidade técnica para a produção de gasolina A, estarão legalmente aptas a oferecer ao mercado até 105 mil metros cúbicos por mês do combustível. Segundo a ANP, o mercado absorveu, em 1998, uma média de 1,488 milhão de metros cúbicos por mês. A produção de gasolina das centrais deverá ser superior à das duas únicas refinarias privadas do País uma pertencente à YPF e ao Grupo Peixoto de Castro e a outra, à Petróleos Ipiranga , que produzem, juntas, cerca de 2% do total. A Petrobras, com 11 refinarias, responde pelos 98% restantes. Um regime de cotas de produção, estabelecido pela ANP, deverá reger a nova atividade das centrais. As suas vendas para as distribuidoras também deverão passar, necessariamente, pelo crivo da agência. Segundo Júlio Colombi Netto, diretor da ANP, as centrais petroquímicas poderão ser autorizadas a produzir, futuramente, o GLP (o gás de cozinha) e o óleo diesel, já que os solventes residuais também servem de matéria-prima para a fabricação desses combustíveis. |
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