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Nanini vai à Lua com Falcão por Luiza Modesto João Falcão está de volta ao Recife. E traz a tiracolo outro recifense, o ator Marco Nanini. O motivo da vinda da dupla não é férias, como gostariam. É a estréia, amanhã, no Teatro Guararapes, de mais uma peça de sua autoria e direção Uma Noite na Lua encenada por Marco Nanini. Sucesso de crítica e bilheteria em 98, o espetáculo rendeu os prêmios Sharp e Mambembe de melhor ator a Marco Nanini e de melhor diretor a João Falcão. Escrito especialmente para Nanini, de quem Falcão é fã incondicional, o espetáculo conta a história de um homem que tinha sempre grandes idéias, mas nunca as punha em prática. Até que um dia, a sorte bate no seu ombro em forma de um amigo, que lhe encomenda uma peça. O problema está no deadline, ela tem que estar pronta no dia seguinte. Ou seja, ele dispunha de uma noite para produzir o que lhe tiraria do anonimato. Como na vida nem tudo é perfeito, o personagem em questão encontra-se numa tremenda crise de criação. E agora, Berenice? A platéia é convidada para alçar vôo junto com ele, seguindo uma linha expressionista. O pensamento pode tudo. Tentei fazer uma representação teatral do pensamento, que é livre. A liberdade é total. Daí, o porquê do expressionismo. Nada é absolutamente realista na peça, revela João Falcão. Um dos pontos de destaque de Uma Noite na Lua são os efeitos técnicos utilizados pelo diretor para dar velocidade e pontuação ideais. O espetáculo é moderno sem ser modernoso, garante Nanini, que tem que estar atento todo o tempo aos sinais dos seis técnicos que, como costuma dizer, contracenam com ele às escondidas. |
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