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TELECOM GAN realiza, de qualquer lugar, o tráfego multimídia por Benira Maia Chega ao Brasil um sistema que pretende conectar o usuário em qualquer lugar do mundo de uma forma abrangente, prometendo ir além das operações do Iridium e do Globalstar, de telefonia móvel mundial. O GAN (Global Area Network) é um terminal que permite não só a comunicação via voz, mas também a transmissão de fax, dados e multimídia, com velocidade de até 64 Kbps. O sistema, lançado semana passada no Brasil, foi desenvolvido em parceria pela Telenor, empresa norueguesa de telecomunicações e provedora de serviços via satélite, e a Nera Telecommunications, fabricante de terminais de comunicação. Para operar, o GAN utiliza a rede de satélites da Inmarsart, garantindo uma cobertura de 98% da Terra. Para desenvolver o sistema, foram investidos US$ 10 milhões. No Brasil, a Telenor possui um escritório de representação em São Paulo, mas contará com distribuidores em vários Estados dentro de três meses. A intenção das empresas, que investem US$ 400 mil na operação no País, é comercializar 34 mil terminais no mundo até 2003 no Brasil, a expectativa é de que sejam vendidas quase duas mil unidades nesse período. Segundo o diretor de Negócios para a América Latina da Telenor, Svante Hjorth, o serviço é indicado para regiões remotas como minas, fazendas, mar ou montanhas. O GAN permite ligações telefônicas e também o envio de dados pesados, como foto e vídeos, a troca de e-mails e a navegação pela Internet. O terminal parece um laptop com antena e pesa cerca de quatro quilos vem acompanhado de uma bateria que suporta até 70 horas em stand-by. No caso de uma simples ligação, é realizada via terminal, que funciona como uma espécie de telefone móvel mundial. Para o acesso à Intenet, o terminal deve ser conectado ao computador do cliente. A ligação percorre um caminho longo para ser completada. Se o cliente estiver na selva amazônica e discar para o Recife, por exemplo, o telefonema é enviado pela antena do terminal até o satélite mais próximo, numa velocidade de 64 Kbps. De lá, o satélite manda para o terminal terrestre do GAN, instalado na Noruega. A Telenor, então, transmite, via cabo marítimo de fibra óptica, a ligação até a Embratel, que cuida de completar a chamada. Devido ao custo, o sistema não é para todos. Para adquirir o terminal, os brasileiros têm que desembolsar US$ 13,5 mil. O valor da ligação independe do local para onde esteja sendo feita, mas varia de acordo com a velocidade desejada. Caso se queira apenas transmitir voz, a taxa é de 4,8 Kbps e um minuto custa três dólares. No caso do tráfego usando a velocidade de 64 Kbps, o minuto sai por sete dólares. SERVIÇO www.telenor.com |
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