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MULTIMÍDIA II
Site e CD expõem correspondência

O que pode hoje ser visto no site da Fundação Gilberto Freyre e também encontrado no CD-ROM? Além das informações institucionais, a biblioteca virtual. Mas a ambição de Gilberto Freyre Neto é fazer do site um espaço interativo, onde pesquisadores possam contribuir com novas informações, além de interferir nas disponibilizadas na Internet. “Queremos gerar um ambiente para discussão e verificar o que está sendo aceito pela comunidade científica”.

Uma das facilidades que o mecanismo de indexação usado pela Fundação Gilberto Freyre traz ao pesquisador é que está disponibilizado todo o conteúdo das cartas e não apenas um seu sumário. O objetivo adiante é que todas tenham uma estrutura de links, que associem todas as informações disponíveis. E isso abrangerá, inclusive, a parte relativa às imagens – fotografias, recortes de jornais, reproduções de desenhos, entre outros.

“Preferimos uma indexação semântica, em que o pesquisador seja parte ativa, intérprete da informação", assinala Freyre Neto. No CD-ROM, como no site, podem ser lidas as cartas mais representativas, recebidas por Gilberto Freyre, de escritores como Manuel Bandeira e José Lins do Rego. Umas quinhentas delas. Perto das quase duas dezenas de milhares quehá não é quase nada. Mas é uma amostra importante, qualitativa, e, por enquanto, nos meios locais, pioneira.

Em dez anos, provavelmente, o pesquisador da obra do escritor poderá ler a sua correspondência, conferir os seus recortes de jornais e ver as suas fotografias. Enquanto isto não acontece, já pode ir ouvindo e aprendendo um pouco da imensa obra do autor, que explicou o passado brasileiro, mas também arriscou-se na futurologia. Um futuro em que o ócio suplantaria os negócios e que, para a maioria, ainda nem começou.

A iniciativa de construir um site para Gilberto Freyre foi do próprio neto, formado em administração de empresas, mas que estudou informática por dois anos e ainda hoje é um entusiasta de computadores. “Contamos com o apoio da Elógica e da UFPE para colocar e manter o site no ar”, diz Freyre Neto. Há quatro anos, ele começava o trabalho, por uma questão pragmática: faltava espaço físico para o pesquisador na sede da Fundação Gilberto Freyre.

SERVIÇO

http://www.fgf.org.br

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Jornal do Commercio
Recife - 15.03.2000
Quarta-feira