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DIPLOMACIA Clinton busca boas relações para EUA DACA Bill Clinton inicia hoje, uma viagem pelo Sul da Ásia, que terá início em Bangladesh, país de maioria muçulmana que recebe pela primeira vez a visita de um presidente americano e cujas reservas de gás natural são de grande interesse para os Estados Unidos. Quase 30 anos depois, Bangladesh não esqueceu o papel interpretado pelos Estados Unidos durante sua guerra de independência, em 1971. No contexto da Guerra Fria, Washington se opôs à autodeterminação do então Paquistão Ocidental e apoiou os esforços militares do Paquistão. Mas, de forma geral, se espera que a viagem de Clinton à Ásia contribua para desativar a tensão na região, alimentada pelo conflito indo-paquistanês sobre Caxemira. O ministro das Relações Exteriores de Bangladesh, Abdus Samad Azad, afirmou ontem, que o encontro entre Clinton e o homem forte do Paquistão, o general Pervez Musharraf, será útil de qualquer ponto de visto para a região. Mas em Bangladesh, um país sumamente pobre, se espera principalmente que a visita de Clinton tenha repercussões econômicas. Faz três anos que o país abriu seu setor energético aos investimentos estrangeiros e desde então 700 milhões de dólares foram injetados pelas companhias americanas. Em um país muito pobre, a utilização dos recursos energéticos descobertos recentemente suscitou um importante debate. A primeira-ministra Hasina Wajed declarou recentemente à televisão que Bangladesh só pensará na exportação de gás quando estiver certo de que as reservas são suficientes para cobrir as necessidades internas nos próximos 50 anos. Uma delegação americana encabeçada pelo presidente da Câmara do Comércio americana, Forrest Cookson, sugeriu que Daca autorize as exportações de gás em troca da cobertura de suas necessidades em eletricidade pelos abundantes recursos hidrelétricos do Himalaia. |
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