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Estudo revela despreparo de secretários da Educação

BRASÍLIA – Um em cada cinco secretários municipais da Educação no Brasil concluiu apenas o ensino médio – antigo 2º grau. Em média, os dirigentes estudaram 14,7 anos – tempo insuficiente para completar os oito anos de ensino fundamental, mais os três de ensino médio e quatro de faculdade. Os dados são da pesquisa Um Perfil dos Dirigentes Municipais de Educação , coordenada pela Unesco e pela Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação), finalizada este ano.

Cerca de 2.000 secretários de todo o país responderam a um questionário enviado pelo correio a 5.508 cidades. De acordo com Raimundo Palhano, assessor de planejamento da Undime, o problema da falta de formação adequada dos dirigentes é maior do que os 19,3% da média nacional. “Essa é a média do país, que Sul e Sudeste puxam para cima. Nas regiões Norte e no Nordeste, os índices são bem piores”, afirma. A pesquisa traz os resultados de cada Estado.

As influências políticas são fatores dominantes para a situação. A pesquisa mostra que 62,4% dos secretários municipais são filiados a algum partido. Quase o mesmo número – 60% – estava no cargo pela primeira vez, o que mostra uma mudança constante, relacionada às trocas políticas em cada eleição.

O estudo também revela que salário não é um diferencial para os secretários da Educação. A média de remuneração nacional, entre o final de 98 e início de 99, era de R$ 1.069,00, mas 27,4% recebiam entre R$ 400 e R$ 700,00. O interessante é que não há relação entre o salário e o grau de formação (se tem doutorado ou ensino médio, por exemplo).

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Jornal do Commercio
Recife - 20.07.2000
Quinta-feira

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