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FILA Vaga de Barbosa Lima na ABL gera disputa acirrada A cadeira número 6 da Academia Brasileira de Letras (ABL), ocupada até domingo passado pelo jornalista Barbosa Lima Sobrinho, só fica oficialmente vaga hoje, na Sessão de Saudade , mas a corrida para ocupá-la começou antes mesmo de seu enterro, na última segunda-feira. Há pelo menos nove possíveis candidatos à imortalidade. Muitos, contudo, negam que sejam candidatos. É o caso do arquiteto Oscar Nemeyer, apontado como o o escolhido do próprio Barbosa Lima. Mas o construtor de Brasília brinca com o assunto. Não é para mim, pois sou um modesto desenhista. Não penso nisso, diz. Agora, construir um memorial para o Barbosa é uma tarefa à qual me entregarei com prazer, se me for pedida, acrescenta. O jornalista e escritor Joel Silveira, 82, quer ser imortal e não perdeu tempo. Já na segunda-feira Joel mandou telegramas para alguns acadêmicos. Tenho 12 ou 13 votos que me asseguram, ao menos, não perder feio para outro candidato. Esse candidato seria o jurista Raymundo Faoro, de 75 anos, cuja candidatura saiu de dentro da ABL. Ele foi fundamental para o desenrolar e a escrita da História do Brasil. É literato e político como o Barbosa Lima, defende o acadêmico Josué Montello. Faoro é cauteloso. Essa candidatura é coisa de meus amigos de longa data. Só vou concorrer, se não aparecer um nome a altura. Este nome não será do jornalista Moacir Werneck Sodré, outro citado como candidato. Não me interessa tanto entrar na Academia, avisa. Na dança dos candidatos, aparecem ainda os nomes de Nei Lopes, o escritor Antônio Torres, os poetas Adriano Spíndola e Virgílio Moretzon e até o presidente Fernando Henrique. Não seria o primeiro presidente em exercício a virar imortal. Aconteceu com Getúlio Vargas e com José Sarney. |
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