
VÍDEO II
Lirismo
em produção do Mercosul A co-produção Brasil-Paraguai O
Toque do Oboé, de Claudio Mac Dowell, não fez a
merecida carreira nos cinemas. Chega ao vídeo
praticamente inédito, no pacote de filmes nacionais que
a Warner Home tem dedicado todos os meses.
No filme, Paulo Betti
(Lamarca) vive um músico brasileiro que chega sem quê
nem porquê a um povoado isolado no Paraguai. As pessoas
do local, de uma maneira ou de outra, fazem o caminho
inverso: partem, aos poucos.
Como um flautista de
Hammerlicht, atrai a todos com o toque de um oboé,
impedindo que muitas indivíduos se vão inclusive
um já dado como morto.
A passagem do
instrumentista se confunde em uma própria metáfora ao
cinema, quando ele é convidado a acompanhar velhos
filmes mudos da antiga sala de projeção do lugarejo,
reavivando o local mas, ao mesmo tempo, revelando que o
músico chegara à cidadezinha também com o intuito de
partir.
Conotações ilimitadas,
bastante lirismo, e influência do realismo fantástico.
O desenrolar da trama, contudo. é horizontal.
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