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REFORMA AGRÁRIA 300 sem-terra reocupam Engenho Jaboatãozinho O Engenho Jaboatãozinho, em Moreno, na Região Metropolitana do Recife, foi reocupado ontem de manhã por cerca de 300 trabalhadores sem terra, entre eles, os 19 que foram presos há 13 dias durante ação de reintegração de posse. Policiais militares e o arrendatário da propriedade, Henrique Carvalho, acompanharam tudo, mas não houve confronto. A reocupação é a 12ª em sete anos, segundo o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), e a 13ª, de acordo com a Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco. O arrendatário tentou negociar com líderes do MST, que comandaram a reocupação, para poder plantar nos 715 hectares da área. A gente não deixou, mas também não vai tocar na cana que está plantada. Ele pode pegar quando quiser, disse Rommel Figueiredo, coordenador do MST no Grande Recife. Os sem-terra vão iniciar o plantio de lavoura de subsistência, esperando a desapropriação do engenho pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O MST garante que a área já foi vistoriada e dada como improdutiva. A Associação de Fornecedores de Cana desmente. Assegura que o processo de vistoria ainda não foi concluído e anunciou que vai tomar as medidas cabíveis legais para retirar mais uma vez os sem-terra. PRISÃO Na última desocupação, no dia 7, dois menores também foram presos e liberados algumas horas depois. Os outros 17 homens e duas mulheres saíram da prisão há oito dias por força de habeas-corpus. Eles foram acusados de desobediência civil e porte ilegal de arma e tiveram a prisão decretada pelo juíza de Moreno, Sônia Guerra. Os homens foram levados ao Presídio Aníbal Bruno, no Curado, e as mulheres à Colônia Penal Feminina, no Engenho do Meio. A prisão foi considerada arbitrária e ilegal pelo MST e pela Câmara de Férias do Tribunal de Justiça de Pernambuco, que decidiu, por unanimidade, libertar os sem-terra. |
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