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NARCOTRÁFICO CPI solicita reabertura do caso Narcisinho A CPI do Narcotráfico e da Pistolagem solicitou, ontem, ao Tribunal de Justiça de Pernambuco, a reabertura do caso Narcisinho. A decisão foi tomada pelos integrantes da comissão durante a sessão realizada na Câmara de Vereadores de Timbaúba, município da Mata Norte do Estado. O pedido de reabertura do caso foi solicitado pelos deputados ainda pela manhã, após a acareação entre a dentista Célia Felipe da Silva e o perito Jairo Lemos, do Instituto de Criminalística (IC). A dentista não convenceu os deputados sobre sua capacidade de reconhecer os supostos restos mortais de Narcisinho através de um simples exame da arcada dentária. O laudo assinado por Célia é o único documento que comprovaria que a ossada encontrada em um engenho de Tracunhaém pertenceria a Narciso Neto. Como a senhora, tendo apenas iniciado um tratamento de canal em Narcisinho, pôde afirmar com toda a segurança que aquela arcada dentária pertencia ao garoto, questionou o deputado Antônio Moraes. O perito Jairo Lemos acrescentou que não fez um exame oficial nos restos mortais que lhe foram apresentados como sendo de Narcisinho. Lemos assegurou que apenas acompanhou o trabalho da dentista Célia Felipe. O perito revelou que para se proceder uma identificação desse tipo seriam precisos outros pontos, além da particularidade de um dente, para se garantir a certeza da identificação. Com a fragilidade do laudo que identificou a ossada da vítima, os deputados não viram outra alternativa a não ser pedir a reabertura do caso. Segundo os parlamentares, desde o desaparecimento do garoto Narciso Ferreira dos Santos Neto, em julho de 91, que nunca se chegou a uma prova conclusiva de que ele foi realmente morto. Outro ponto levantado pelos deputados tomou por base uma informação do perito. Jairo Lemos garantiu que a ossada examinada por ele em 92 era a mesma que foi exumada no ano passado e serviu de amostra para o teste de DNA. O exame concluiu que aqueles restos mortais não eram de Narcisinho. Se a ossada é a mesma e ficou provado que não se trata de Narcisinho, temos mais um motivo para questionar a validade das investigações procedidas até agora, afirmou o relator da CPI, deputado José Queiroz. O dentista João Barbosa também foi ouvido pela CPI. Ele realizou tratamentos dentários durante três anos em Narcisinho, mas na época em que a ossada foi encontrada estava participando de um congresso em São Paulo. Por conta da ausência do odontólogo, a família teria optado por chamar Célia Felipe para proceder o reconhecimento. |
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