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ECOLOGIA Comunidade de Chão de Estrelas elabora e implanta sua Agenda 21 A Agenda 21, um dos compromissos internacionais firmados na Rio-92, está sendo implementado em Chão de Estrelas, na Zona Norte. O documento original prevê a adoção de medidas que garantam o desenvolvimento sustentável, mas na comunidade recifense seus 40 capítulos foram resumidos em um único conceito: qualidade de vida. Isso significa água encanada, esgotamento sanitário, escolas, creches, saúde pública e geração de emprego e renda. Pôr em prática a Agenda 21 significa para a gente lutar por uma vida melhor, resume o coordenador do Movimento Desperta Povo, Ovídeo Ferreira. Na prática, o líder comunitário está tentando conscientizar as pessoas para o tema ambiental, através de palestras promovidas com ambientalistas e representantes do poder público. Ferreira também elaborou um projeto, avaliado em R$ 60 mil, para elaboração de diagnósticos e a implementação de ações. O projeto foi desenvolvido a partir de três linhas de ação: qualidade do meio ambiente, de prestação de serviços e geração de emprego e renda. Enquanto o dinheiro para a execução do projeto não chega, Ovídeo Ferreira está difundindo o conceito da Agenda 21 entre os equipamentos já existentes em Chão de Estrelas. O pessoal do posto de saúde, da creche, do clube de mães e das organizações comunitárias culturais estão participando das discussões, conta. Para a Associação Pernanbucana de Defesa do Meio Ambiente (Aspam), organização ambiental mais antiga do Estado, a iniciativa da comunidade de Chão de Estrelas é um exemplo de como se pode agir localmente para solucionar problemas globais. O que eles estão fazendo é um trabalho pioneiro e deve ser seguido por outras comunidades, considera Alexandre Araújo, coordenador da entidade e assessor técnico do projeto de Chão de Estrelas. NO ESTADO Em Pernambuco, um fórum estadual está encarregado de traçar as estratégias para a elaboração da Agenda 21. O fórum foi instalado há dois meses e conta com 32 participantes que representam o setor produtivo, a sociedade civil, conselhos e o poder público. A Agenda 21 também será estendida para os municípios. De acordo coma secretária-adjunta de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, Alexandrina Sobreira, há reuniões marcadas para Araripina, Petrolina, Garanhuns, Caruaru e Recife. Alexandrina lembra que o Fundo Estadual de Meio Ambiente dispõe de recursos para financiar a elaboração de Agenda 21 em nível local. Cada projeto pode receber até R$ 300 mil por ano. A Agenda 21 estadual se baseia no documento brasileiro, que tem seis temas: agricultura sustentável, cidades sustentáveis, ciência e tecnologia para o desenvolvimento sustentável, infra-estrutura e integração regional, gestão dos recursos naturais e redução das desigualdades sociais. |
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