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COSMOLOGIA Brasileiros buscam fontes de energia do universo SÃO PAULO A comunidade científica brasileira celebrou ontem seu ingresso oficial no projeto mundial que visa a captar e compreender as fontes de energia do universo. A participação do Brasil nesse projeto foi anunciada na época de seu lançamento, em 1995, e sua participação oficial foi confirmada ontem, com um aporte de US$ 1 milhão da Fundação de Amparo à Pesquisa do Governo de São Paulo (Fapesp), e mais US$ 330 mil do governo brasileiro. Com pesquisadores de 19 países, o objetivo do Projeto Pierre Auger (nome do primeiro cientista francês que observou o fenômeno, em 1938) é captar a natureza e a origem da radiação cósmica, que contém a mais alta concentração de energia conhecida no universo. O coordenador e criador do projeto é o Prêmio Nobel de Física de 1980, James Cronin, convidado para o lançamento do projeto no Brasil. A energia da radiação cósmica é cem milhões de vezes maior do que a radiação gerada pelo maior e mais potente acelerador de partículas existente no mundo, que utiliza a energia mais avançada conhecida pelo homem, explicou o coordenador do projeto no Brasil, Carlos Escobar. No entanto, os cientistas não sabem nada sobre essa energia, nem sobre sua origem, nem como se propaga: Essa energia vem da nossa galáxia? Vem de outra galáxia? Vem de uma galáxia virtual? Vem de um buraco negro?, questiona o cientista. Essas foram as mesmas dúvidas levantadas por Cronin quando começou a idealizar o projeto em 1992. Foi ele também que identificou a principal dificuldade técnica para o estudo do fenômeno: Supõe-se que, no intervalo de um século, apenas um quilômetro quadrado da atmosfera da Terra é atingida por partículas desse tipo, explica Escobar. Por isso optou-se por construir dois observatórios com 1.600 detectores de água e outros de luz, numa área de 3 mil quilômetros quadrados, equivalentes a 30 vezes a área do maior observatório de detecção do mundo, no Japão, disse Escobar. OBSERVATÓRIOS O primeiro observatório começa a funcionar em 2003, na província de Mendoza, na Argentina, para cobrir o Hemisfério sul, e o segundo, mais tarde, nos Estados Unidos. |
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