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TAXA SELIC BC reduz os juros para 16,5%, sem viés BRASÍLIA O Banco Central prosseguiu com sua postura agressiva e promoveu um novo corte nos juros básicos da economia, que caem de 17% para 16,5% anuais a partir de hoje. É a mais baixa taxa vigente desde o Plano Cruzado, lançado em 1986. O viés de baixa foi suspenso. A decisão foi tomada em reunião realizada ontem e hoje pelo Comitê de Política Monetária (Copom), um colegiado formado por diretores do BC que define mensalmente os juros básicos da economia. Com essa nova queda, o Copom já promoveu uma redução de dois pontos percentuais na taxa em um período de aproximadamente um mês, após um ano de índice praticamente estacionado. A explicação do BC foi curta: O Copom decidiu alterar a taxa em função de uma revisão para baixo na expectativa de inflação para este ano e para o ano que vem, declarou o diretor de Política Monetária da instituição, Luiz Fernando Figueiredo. O fim do viés de baixa significa que os juros ficarão em 16,5% anuais pelo menos até 22 e 23 de agosto próximos, quando ocorre o próximo encontro do Copom. Esse mecanismo estava em vigor desde junho passado e autorizava o presidente do BC, Armínio Fraga, a reduzir os juros sem esperar pelo colegiado. Mais uma vez o corte dos juros estava fora das expectativas da maior parte do mercado financeiro, que de forma geral achava que o Copom iria manter a taxa estacionada até medir melhor os efeitos das últimas reduções. Maiores detalhes sobre os motivos que levaram à queda dos juros só serão conhecidos na semana que vem, quando será divulgada a ata do encontro do Copom, mas o recado do diretor do BC foi claro: a taxa caiu porque as expectativas de inflação melhoraram. METAS DE INFLAÇÃO Desde a adoção do regime de câmbio flutuante, em janeiro de 1999, o cumprimento das metas de inflação é o principal objetivo da política de juros. O índice deve ficar em 6% neste ano e em 4% em 2001, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Por enquanto, ainda não há explicação sobre o que levou o BC a prever índices mais favoráveis de inflação no ano que vem. Um provável componente é a cotação do dólar, que permaneceu constante, apesar da agressiva queda dos juros do último mês. O índice de inflação do primeiro semestre também está mais favorável que o esperado. O IPCA no período (índice oficial do sistema de metas de inflação) ficou em apenas 1,64%. O Copom vem promovendo baixas seguidas da taxa de juros desde março de 1999, quando o comitê elevou os juros básicos da economia a 45% anuais para combater pressões inflacionárias causadas pela maxidesvalorização do real. |
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