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WEB III
Cookies fazem apenas a identificação da máquina

por Gustavo Belarmino
gus@jc.com.br

Para saber com quem está falando em um determinado momento e o que deve oferecer para essas pessoas, muitos sites, como UOL e a PSINet/Elógica, usam um artifício simples, porém eficiente: o cookie. Considerados por muitos como pura e simples bisbilhotagem, os ‘biscoitinhos’ são arquivos de texto enviados pelos servidores para o computador que está abrindo o site, com o principal objetivo de identificar o usuário em futuros acessos.

Na prática, a idéia serve para que um dado não seja repassado duas vezes a um mesmo PC. Por exemplo, ao acessar um site de horóscopo pela primeira vez, ele pede sua data de aniversário, guarda em um arquivo de texto e envia para a sua máquina. No próximo acesso, o site busca essas informações no seu disco rígido e pode mandar você para a página específica do seu signo.

Muitos nem sabem que sua máquina está sendo ‘observada’ por esses cookies. Mas eles estão lá. Algumas vezes, registrando todo o seu rastro pelas páginas nas quais navega, o que não deixa de ser uma invasão. Mas se tranqüilize: os cookies não são executáveis e, por isso, não podem transmitir vírus. Mas nem assim são inofensivos. Muitas empresas usam esse mecanismo para rastrear suas preferências e, assim, poderem enviar informações ‘personalizadas’.

Existe, no entanto, uma forma de controlar quem está observando sua tranqüila navegação. Basta ativar, na guia Segurança – dentro do menu Opções do browser –, a confirmação do uso de cookies enviados. Nesse caso, ao receber um cookie de um site que não confia, é só rejeitá-lo.

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Jornal do Commercio
Recife - 19.07.2000
Quarta-feira