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DILEMA II
Universidades querem garantir qualidade de cursos

Para expandir a oferta de cursos noturnos é preciso primeiro garantir a qualidade das aulas que serão ministradas. Esse é um dos argumentos levantados pelo pró-reitor acadêmico da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Roberto Quental Coutinho, para justificar a ausência de vagas à noite em algumas áreas. “É um processo delicado e que aos poucos vem sendo implantado pela UFPE. Mas temos que ir com cuidado, pois o nome e a tradição da universidade não devem ser comprometidos. Não adianta oferecer cursos noturnos se não formarmos bons profissionais”, enfatiza Roberto. “Os cursos de humanas exigem menos formação prática e, por isso, são maioria à noite”.

A pró-reitora de graduação da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Cristiane Farrapeira, segue raciocínio semelhante. “Precisamos atender à demanda dos estudantes, mas é fundamental pensar em como vamos preparar esses alunos para o mercado de trabalho, quando muitas vezes eles dependem de aulas práticas que não têm como serem dadas à noite”, diz Cristiane. “Ao criarmos um novo curso levamos em consideração o público que vai freqüentá-lo. Um exemplo é a Licenciatura em Computação, que foi pensado para atender os professores que trabalham durante o dia com aulas de computação. Portanto, era essencial que fosse noturno”.

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Jornal do Commercio
Recife - 20.08.2000
Domingo