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VIOLÊNCIA Assalto a restaurante deixa um saldo de dois mortos e um ferido Um assalto a um restaurante no Bairro da Boa Vista, na noite de sexta-feira, deixou um saldo de duas pessoas mortas e uma ferida. Seis homens armados invadiram o Restaurante Café Supremo, por volta das 21h30 de anteontem e roubaram todo o dinheiro do caixa. Policiais militares à paisana, que faziam a segurança de clínicas médicas da área, foram avisados e tentaram prender os ladrões. O cabo Antônio Albino da Silva, 56 anos, foi atingido por dois disparos e morreu. O sargento Cosmo e o soldado Laélcio, que acompanhavam o cabo, conseguiram reforço e perseguiram o grupo. A quadrilha foi alcançada em Santo Amaro e, segundo a PM, um dos integrantes, Carlos Armélio da Silva, 27, morreu na troca de tiros. Na confusão, Marcos Antônio do Monte, identificado como funcionário do restaurante, saiu ferido por um disparo no braço. De acordo com testemunhas, uma pessoa que passava pelo restaurante, localizado na Praça Chora Menino, notou a movimentação e alertou os três PMs. Os policiais cercaram o restaurante e começou o tiroteio. As balas atingiram um veículo e deixaram marcas nas árvores e paredes do local. O cabo Antônio Albino da Silva foi atingido por um tiro no peito e outro no braço. Ele morreu minutos depois, na emergência do Hospital Memorial São José. Segundo os colegas do cabo Albino, com a chegada do reforço iniciou-se uma perseguição de carro aos bandidos pelos bairros de Joana Bezerra e Santo Amaro, onde Carlos Armélio da Silva foi morto. O soldado Roberto, lotado no Batalhão de Radiopatrulha, o mesmo em que o cabo Albino trabalhava, afirmou que faltava apenas um mês para o colega se aposentar. A ousadia e o sangue frio dos assaltantes revoltaram todos os amigos do PM. Nós sabemos que, diariamente, saímos de casa para uma guerra, mas não dá para aceitar a perda de um colega desse jeito. Ele já estava prestes a se aposentar e acontece uma coisa dessas, lamentou o soldado Roberto. Ontem pela manhã, a única movimentação no Restaurante Café Supremo era a de funcionários da limpeza. Os empregados disseram que não tinham permissão do proprietário para conceder entrevistas e se recusaram a prestar qualquer esclarecimento. |
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