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MERCADO II
Franchising é o caminho preferido para expansão

O sistema de franquias é um dos mais fortes caminhos para expansão das marcas nordestinas. Segundo estimativas do consultor de varejo e franchising, Hamilton Marcondes, existem cerca de 30 empresas nordestinas franqueadoras. A expectativa é de que esse número cresça 50% em um ano. “Hoje, a abertura de franquias chega a ser uma das únicas alternativas de marcas da Região para conseguir ocupar o mercado local com a mesma proporção e rapidez com que as empresas do Sul vêm crescendo no Nordeste”, ressaltou Marcondes.

Se uma empresa pretende expandir sua marca, a hora é de começar a se estruturar para criar franquias. Isso porque, segundo Marcondes, os mercados do Sul e Sudeste estão saturados e muitos empreendedores estão ocupando o Norte e o Nordeste. A paraibana Sueldo’s, por exemplo, já está pronta para experimentar o sistema de franchising. “Atualmente, ela tem 21 lojas próprias e criou uma estrutura para franquias”, informou Marcondes.

Uma das vantagens de ser uma franqueadora é o fato de não precisar investir alto, o que exigiria mais tempo para alavancar recursos. Para entrar nesse sistema, entretanto, é preciso estar estruturado, com a empresa formatada. “Existem muitos casos de franquias que quebraram e cujos franqueadores tiveram suas marcas arranhadas” conta Marcondes.

Para evitar esses problemas, devem ser oferecidos treinamentos, apoio tecnológico e supervisão administrativo-financeira às empresas franqueadas. “O aporte de capital necessário para realizar isso é revertido apenas com a taxa paga pelo franqueado pela transferência de know-how de uma empresa para outra. Esse valor está hoje entre R$ 10 mil e R$ 20 mil”, afirmou Marcondes.

A taxa inicial é paga apenas uma vez. Entretanto, mensalmente, o franqueado tem que arcar com os royalties – que significam um percentual que varia entre 4% a 7% do faturamento bruto –, além da taxa de propaganda cooperada, na faixa de 3% também sobre o faturamento bruto. A empresa que investir numa franquia também terá sempre um empreendedor no balcão de cada loja que ostenta a sua marca. “Por outro lado, quem tem muitas unidades próprias não pode estar presente em todas simultaneamente e por isso precisa contar com o serviço dos gerentes”, considera Marcondes.

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Jornal do Commercio
Recife - 20.08.2000
Domingo