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MERCADO III Globalização ajudou na criação de grifes da terra Credibilidade, conhecimento, qualidade, preço. São vários os motivos que podem levar o consumidor a escolher uma marca. Para o professor Sérgio Benício de Mello, do Departamento de Ciências Administrativas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), as pessoas tendem a preferir os produtos que têm mais a ver consigo. Para ele, as marcas não são confinadas aos locais. Mas quando existe um forte nível de lembrança e reconhecimento, as empresas podem vender simplesmente a sua marca institucional. É o que aconteceu, por exemplo, com o Bompreço, que usou o slogan Orgulho de Ser Nordestino e com a Nordeste Segurança. Nesse último caso, a empresa faz a sua divulgação apenas pelo fato de ter sua logomarca estampada em algum lugar, disse Benício. No final do século, outros fatores vêm contribuir para a valorização das grifes da terra. O processo de globalização fez surgir um forte sentimento de regionalismo e de apoio à cultura popular por ser um dos elementos de difícil violação. Algumas empresas, inclusive, estão percebendo isso e aproveitam para reafirmar sua história no local, considerou Benício. A tradição pode ser vista como um elemento importante. Quando um consumidor escuta muito uma determinada marca em sua vida, ele tende a optar por ela, disse Benício. Para empresas de fora, sentimentos como esses são obstáculos para competir na economia local. O Nordeste tem um mercado fechado, que valoriza os produtos da Região, analisou o diretor de marketing da empresa de laticínios Paulista Vigor. Mesmo com uma forte atuação em São Paulo, com participação de 50% do mercado, a Vigor teve dificuldades para oferecer, em Pernambuco, a venda do seu mais novo produto, o iogurte Digimon. |
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