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COMÉRCIO Produtores de cachaça querem mais formalidade A informalidade da produção de aguardente no Estado é o maior entrave para que o setor consiga se organizar e se destacar na exportação. Essa é a conclusão da Associação Pernambucana de Aguardente, Cana, Caninha ou Cachaça (Apac). Segundo a Apac, 30% dos produtores não são formalizados e comercializam o aguardente sem encargos tributários, fazendo com que a concorrência seja desigual. A preocupação da Associação com os produtores informais é que eles não mantêm um padrão de qualidade do produto, o que prejudica a imagem da cachaça dentro e fora do Brasil. Para mudar a situação, a Apac, que foi fundada em maio deste ano, está tentando reunir e conscientizar os produtores e engarrafadores de aguardente. O presidente da Associação, Cristiano Falcão, diz que a única forma de os pequenos e médios produtores conseguirem exportar é em conjunto, formando um consórcio. Os grandes produtores de aguardente do Estado já conseguem exportar sozinhos, diz, acrescentando que, por enquanto, não tem conhecimento de nenhum consórcio para exportação em Pernambuco. No ano passado, o País produziu 1,3 bilhão litros de aguardente, dos quais apenas 0,6% foram destinados à exportação. Porém a meta é que, até 2002, a comercialização para outros países chegue a 10% da produção brasileira. A cachaça é o 13º colocado entre 50 produtos brasileiros de maior potencial para alavancar no comércio exterior. DEGUSTAÇÕES Por enquanto, o Programa Brasileiro de Desenvolvimento de Aguardente, Cana, Caninha e Cachaça (PBDAC) está trabalhando na divulgação do produto fora do País. São distribuídas miniaturas de garrafas e feitas degustações em feiras e eventos no exterior, principalmente na Europa, que é o maior mercado brasileiro. Maria das Vitórias Cavalcanti, presidente do Conselho Deliberativo do PBDAC e diretora industrial da Pitú, diz que é preciso investir na qualidade da aguardente e valorizar sua imagem no Brasil. No exterior, é fundamental associar a cachaça à caipirinha.Lá fora ninguém toma aguardente se não for na caipirinha, diz. Na segunda quinzena de setembro, o Ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, deverá se reunir, em Brasília, com representantes da União Européia e solicitar o reconhecimento da cachaça como um produto genuinamente brasileiro. O Governo Federal adormeceu e isso já não pode mais ser feito com a caipirinha, reclama Cavalcanti. FALTA CRÉDITO Outro entrave para o aumento da produção e exportação da cachaça é a dificuldade de acesso ao crédito. O produtor de rapadura Paulo Fernando Vieira, por exemplo, vem rejeitando encomendas de compradores até de outros países porque não tem produção suficiente. Há cinco anos apresento projeto e tento um financiamento no Banco do Nordeste ou no Banco do Brasil, reclama o produtor, completando que essas tentativas não alcançam sucesso. |
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