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INDÚSTRIA II
São José faz planos a longo prazo

A Fiação e Tecelagem São José deve duplicar a sua capacidade de produção nos próximos três anos. Hoje, a unidade pernambucana da empresa fabrica 450 toneladas mensais de tecidos. Até o final deste ano, deverão ser confeccionadas 500 toneladas por mês do produto. “Em 2002, queremos chegar nas 800 toneladas, mensalmente”, disse o diretor presidente da companhia, Oscar Rache Ferreira.

Atualmente, a São José tem 300 funcionários. A expectativa da empresa é de que sejam criadas mais 180 novas vagas até a conclusão da nova expansão.

No ano passado, a empresa concluiu uma expansão iniciada em 1995, quando eram fabricadas 240 toneladas mensais de tecidos. “Agora, vamos fazer a atualização tecnológica para manter a produção e crescer”, comentou Rache.

Junto com a primeira expansão em 95, a empresa iniciou um programa de modernização gerencial. “Para concretizar isso, o primeiro passo foi criar uma escola de primeiro grau dentro da fábrica”, afirmou o empresário.

Atualmente, 120 funcionários da empresa estudam. Desses, 100 freqüentam a escola de 1º e 2º graus dentro da fábrica. Os outros 20 fazem cursos de graduação e pós-graduação.

“A empresa considera que o fator mais importante para que a pessoa melhore de vida é a educação”, disse o empresário, acrescentando que o trabalhador que não tiver primeiro grau completo vai ficar sem emprego com a modernização das fábricas.

A educação também é fundamental para que a empresa obtenha sucesso na implantação de normas de qualidade.

Em junho último, a São José conseguiu obter a certificação de qualidade ISO 9000 para todo o seu processo de produção, que inclui a fiação, tecelagem e acabamento do tecido.

Segundo o empresário, a obtenção deste selo, abre uma perspectiva para que a empresa cumpra um programa de exportação que já foi iniciado.

Este ano, a São José deve exportar 5% de toda a sua produção para Argentina, Uruguai, Chile e Bolívia. Para 2001, a meta é fazer com que 15% das vendas totais da empresa sejam para o exterior.

ALGODÃO – Apesar de vários indicadores positivos, a produção da matéria-prima dessa indústria continua sendo feita em outros Estados. “Pernambuco não tem um programa de implantação do algodão que seja bem estruturado, moderno e com ações que levem ao crescimento da produção”, comentou Oscar Rache.

O Estado consome atualmente cerca de 30 mil toneladas de algodão por ano, o que gera compras da ordem de aproximadamente R$ 65 milhões. Uma produção nesse montante poderia gerar um recolhimento de R$ 10 milhões a R$ 15 milhões de Imposto Sobre Circulação de Mercadorias (ICMS). Poderiam também ser gerados até 120 mil empregos, caso essa quantidade de algodão fosse plantada no Estado.

Os plantios de algodão voltaram a crescer no Brasil. Este ano, está prevista a produção de 650 mil toneladas em todo o País, das quais 300 mil serão colhidas no Mato Grosso.

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Jornal do Commercio
Recife - 20.08.2000
Domingo