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INDÚSTRIA IV Fiabesa expande produção e empregos A Fiação Águas Belas S.A. (Fiabesa) gerou mais 42 novas vagas de trabalho entre o mês passado e o início deste. As contratações foram necessárias porque tivemos um aumento de 30% da produção nesse primeiro semestre, disse o diretor da empresa, Rodrigo Latache. A fábrica também precisou de mais gente porque está funcionando em quatro turnos. O tecelão Ademilson Moisés dos Santos, 31 anos, é um dos novos contratados da empresa. Antes de conseguir a atual ocupação, o operário passou dez meses desempregado. Agora, está ótimo porque tenho emprego e a carteira assinada, afirmou Santos que cuida da reposição das bobinas no maquinário da empresa. Esse aumento é resultado de investimentos feitos na linha de produção, que incluiu também a implantação de novos equipamentos na planta da empresa, afirmou Latache. Atualmente, a Fiabesa fabrica 7,5 milhões de sacos por mês. No início de 99, eram confeccionados cinco milhões de sacos mensalmente. A companhia emprega 370 funcionários. Quando iniciou as suas atividades em 97, a Fiabesa tinha um quadro de pessoal formado por 180 empregados. A empresa deve gerar mais 300 empregos com um projeto de expansão, no qual será montada uma unidade fabril chamada Fiabesa Guararapes. A nova unidade deve começar a funcionar em dezembro de 2001. Essa segunda planta industrial vai fazer produtos diferenciados para atender o mercado petroquímico e também ao exterior. Atualmente, a empresa já exporta 5% da sua produção. A nossa intenção é de que esse percentual chegue nos 10% até o final do próximo ano, comentou Latache. REAJUSTE Os sacos fabricados pela Fiabesa têm como matéria-prima, o polipropileno, que é uma resina petroquímica. Somente em 2000, ocorreram reajustes de 23% no preço desse produto, destacou o diretor, acrescentando que é difícil repassar esse acréscimo para os clientes. A Petrobras está vendendo a nafta (substância petroquímica) 14% mais caro do que o mercado internacional, contou Latache. A nafta é a matéria-prima do polipropileno. O diretor argumentou também que a empresa não é consumidora do nafta, mas a alta do preço do produto puxa para cima os preços do polipropileno. Os reajustes no preço da nafta estão acontecendo porque a Petrobras está retirando os subsídios que entravam na composição do custo do produto. |
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