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AGRICULTURA IPA lança tomate resistente à mosca branca Os produtores de tomate de Pernambuco poderão, enfim, ter a solução para os prejuízos que a mosca branca vem causando à cultura no Estado. É que a Empresa Pernambucana de Pesquisa Agropecuária (IPA) desenvolveu e apresentou aos agricultores do Sertão oito variedades de tomate resistentes a essa praga. O encontro aconteceu no último dia 11, no município de Belém do São Francisco. Ao atingir uma plantação de tomate, a mosca suga o fruto, que fica imprestável para o consumo e para a industrialização. O estudo para desenvolver uma variedade resistente à praga vem sendo realizado desde 1996. A partir de agora, que os agricultores já conhecem as novas variedades, produtores e técnicos do IPA irão escolher uma única espécie desses tomates para ser cultivada no Estado. O produto será desenvolvido na estação experimental do IPA, em Belém do São Francisco e, em um ano, as sementes serão distribuídas aos agricultores. RESISTÊNCIA O presidente do IPA, Roberto Moura, diz que foi necessário desenvolver variedades de tomate que fossem resistentes ao vírus transmitido pela mosca, o geminuvirus, já que o vírus não é extinto com a ação de inseticidas. A mosca branca é considerada a praga do século e ataca mais de 500 culturas em todo o mundo, justifica Moura. No Estado, o inseto dizimou parte do plantio de tomate nos últimos seis anos. Com isso, a área plantada da hortaliça foi reduzida de 6 mil hectares para 1,5 mil hectares. Não tenho dúvida de que a nova variedade será facilmente adotada. Tudo o que traz dinheiro é interessante para o produtor, disse o presidente do IPA, acrescentando que o uso de produtos químicos significa 30% dos custos de cada produtor. Além da diminuição dos custos, haverá um menor impacto ambiental. PREJUÍZOS De acordo com informações do IPA, em 98, a mosca branca causou um prejuízo de R$ 400 milhões para o Estado e de US$ 5 bilhões em todo o mundo nos últimos quatro anos. Moura lembra que, de 96 para cá, algumas indústrias alimentícias que utilizavam o tomate deixaram o Estado principalmente por causa da praga. Hoje, segundo ele, existem apenas duas das seis empresas que atuavam aqui. |
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