
SIDNEY II
Delegação
feminina é a maior da história O Brasil estará mais feminino em
Sidney. Quase metade dos atletas nacionais classificados
para as últimas Olimpíadas do milênio é do sexo
frágil. Um recorde. São 94, do total de 204
competidores tupininquins. Melhor: muitas delas vão
brigar por medalhas.
A participação feminina
do Brasil é quase 35% maior do que em Atlanta, em 96.
Para se ter idéia do crescimento das mulheres nos
esportes, em 1980, em Moscou, apenas 15 brasileiras
competiram.
Muitas delas chegam como
estrelas. São os casos das duplas de vôlei de praia.
Adriana Behar e Shelda são apontadas como favoritas. Uma
pedra no caminho pode ser a parceria australiana,
terceira colocada em Atlanta. Cook/Pottharst chegaram a
disputar circuitos no Brasil, para aprender com as
brasileiras.
O futebol, vôlei indoor e
o basquete feminino, este campeão mundial em 94, em
Sidney, são promessas de medalhas. Ouro? Quem sabe?
Garra, competência e charme elas têm.
E por falar em charme, as
brasileiras são time de Primeiro Mundo. O basquete
feminino, por exemplo, estréia um modelo especial,
colado ao corpo. As garotas do futebol brigaram e
conseguiram diminuir o tamanho do calção, que era o
mesmo da equipe masculina. O vôlei de praia... Bem, o
vôlei de praia nem precisa falar... Outra deusa, a
corredora Mauren Higa Magi. Corpo escultural, para Da
Vince nenhum botar defeito.
Há também garotas que
não tiveram a mesma sorte. Não são tão belas, mas
não deixam de lado a vaidade. A paraibana Edinanci
Silva, que teve que ser submetida a exame para comprovar
que era mulher, pintou o cabelo de amarelo e já não
abre mão do batom e de brincos. Assim como as jogadores
do futebol femininos. Muitas delas já posaram nuas em
revistas.
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