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COMPORTAMENTO A nova geração de vovôs por
Marcia Cezimbra Com o aumento da expectativa de vida para 90 anos em 2020, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), os idosos serão maioria no Terceiro Milênio. Mas as imagens do século da prata não são de anciãos apáticos em cadeiras de balanço. O novo velho terá saúde, vitalidade, qualidade de vida e, em muitos casos, até aparência de um jovem ou, no máximo, de um quarentão. É assim que começa a ser traçado em publicações de vários países o perfil do setuagenário do futuro: trata-se de um consumidor maduro mas muito atraente, que viaja, namora, faz exercícios, se veste com estilo e talvez até trabalhe. O desafio, agora, não é simplesmente conquistar a longevidade, mas sim alcançá-la com o corpo bonito, como o fez a atriz Vera Fischer. Para aparecer impecável de biquíni na novela Laços de família, Vera lança mão de todos os recursos da cirurgia plástica (lipoaspiração, lifting e implante de silicone nos seios), de dietas que excluem carboidratos, de ginástica e de estimulação russa. A médica Ana Helena Teixeira, da Clínica Santé, em São Paulo, revela que, antes da estréia da novela, Vera viajava para São Paulo toda sexta-feira para fazer sessões de estimulação russa (uma técnica de enrijecimento muscular criada para astronautas soviéticos) e tratamentos diversos para o rosto e o corpo. Já a atriz Louise Cardoso, em cartaz na peça A rosa tatuada, adotou a alimentação vegetariana e a ginástica para estar, hoje, muito mais bela e jovem do que há dez anos, quando não era tão esbelta como agora. Eu mantenho a forma com exercícios e saladas, conta Louise. A psicanalista Susan Guggenheim, doutoranda com tese sobre envelhecimento na Universidade Aberta da Terceira Idade (Unati), da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), diz que o novo fenômeno dos jovens idosos é uma conquista da Humanidade, mas, segundo ela, para viver a velhice feliz não é preciso negar a passagem do tempo. É saudável reconhecer que se está mais velho. Aceitar os aspectos positivos e negativos já vividos e saber que as dificuldades são um desafio contribui para a satisfação emocional. Todos nós temos o direito de viver o envelhecimento como uma etapa da vida em que as marcas do tempo venham acompanhadas de alegria e auto-estima. A obra clássica De Senectude, de Cícero, já continha essa idéia visionária de que poderia haver algo de muito interessante em envelhecer. Agora, o elogio do envelhecimento é uma vivência real. É o que pôde constatar o ator Miguel Falabella, autor da peça A vida passa, uma continuação da sua A partilha, de 1990, em cartaz no Rio, com as mesmas atrizes: Arlete Salles, Natália do Valle, Suzana Vieira e Thereza Piffer. Elas estão muito melhores agora do que antes. As fotos dos espetáculos podem comprovar isso, diz o ator, que também colheu bons frutos da passagem do tempo ao ser eleito este mês um dos homens mais atraentes do Brasil. Com as fotos como provas, as atrizes concordam que os estragos do tempo foram mínimos nesses dez anos. Isso não ocorre só com a gente. Com todos os recursos da medicina estética, as pessoas já não mudam tanto com a idade. Há mais informações sobre como cuidar da saúde, como se alimentar bem, manter a forma e adiar os efeitos do envelhecimento, diz Natália do Valle. |
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