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ALTERNATIVA Laser é utilizado para combater o ronco Da Agência Globo O laser está salvando casamentos e melhorando a qualidade do sono. O uso do equipamento é uma das formas mais eficazes de acabar com o ronco, um problema que atinge principalmente os homens (75% dos casos), a partir dos 35 anos. Os prós e contras da técnica foram um dos temas do I Congresso da Sociedade de Otorrinolaringologia, realizado esta semana no Rio. Segundo o otorrino Jair de Carvalho e Castro, um dos organizadores do congresso, o ronco prejudica muito a qualidade de vida. Ele é causado, na maioria das vezes, pelo enfraquecimento do tônus muscular da língua e da garganta. Com a flacidez, a língua relaxa e encosta na parte posterior da garganta. Quando isso ocorre, há a vibração e o barulho do ronco, devido à pressão do ar. Outras causas do ronco são a hipertrofia do tecido adenóide na amígdala, o maior volume de tecidos no pescoço devido ao excesso de peso, a obstrução das vias aéreas superiores e a úvula (a campainhia) grande e inchada. Inflamações como sinusite e alterações na arcada dentária também podem desencadear o problema. RISCOS Apesar de incômodo, o alto barulho do ronco não é o problema mais grave. A maioria dos roncadores tem o que os médicos chamam de síndrome da apnéia do sono. Ela se caracteriza por paradas respiratórias enquanto a pessoa dorme, diminuindo repentinamente o fluxo de sangue para as artérias. Isso é um dos fatores de risco para o infarto e o derrame, especialmentes em indivíduos predispostos. Estima-se que 6% da população mundial sofrem de apnéia do sono, na qual as crises duram de 15 a 45 segundos e ocorrem centenas de vezes. Há casos de indivíduos que têm mais de 300 episódios numa única noite. Eles despertam assustados e durante o dia ficam sonolentos, sentem dores de cabeça, crises de arritmia e hipertensão arterial. A pessoa dorme, mas não repousa. É essencial fazer exames detalhados para investigar outras causas de apnéia, como, por exemplo, o hipotireoidismo, acrescenta o otorrino. As pessoas mais propensas à apnéia do sono são homens acima de 40 anos, hipertensos e com peso acima do ideal. E essa alteração é diagnosticada por meio de um exame simples, conhecido como polissonografia. Ele mostra graficamente as reações durante o sono, ao medir as ondas elétricas do cérebro e do coração, os movimentos dos olhos, a tensão muscular, os movimentos respiratórios e a oxigenação do sangue. O teste dura oito horas e, geralmente, é realizado à noite na clínica. Crianças também roncam, especialmente na faixa etária de 3 a 8 anos. Nesses casos, é importante passar pela avaliação de um dentista porque o problema pode ser decorrente de alterações na arcada dentária. Se ela apresentar apnéia na infância, sofrerá atraso no desenvolvimento e terá um mau rendimento na escola. Poderá se tornar desinteressada, diz Carvalho e Castro. RADICAL Quando o tratamento clínico para acabar com o ronco não resolve, deve-se pensar na hipótese de cirurgia. Para fazer o diagnóstico, o médico poderá pedir além de polissonografia, a endoscopia respiratória, a tomografia e a ressonância magnética. Os pacientes com obstruções no nariz ou com a hipertrofia do tecido adenóide da região da amígdala e aumento da úvula devem ser operados. E nesses casos, o laser é uma ótima opção. O laser tem a vantagem de ser aplicado em ambiente ambulatorial, com um menor risco de sangramento e de infecções. O procedimento dura cerca de uma hora e pode ser feito com anestesia local. O paciente recebe alta no mesmo dia. No início, sentirá um pouco de desconforto e de dor na garganta. A única recomendação nos primeiros dias é evitar os alimentos quentes e os sólidos. Para os casos em que não há recomendação cirúrgica, o médico indicará o uso de uma máscara durante o sono. Ela injeta o ar sob pressão. A mais usada é a CPAP (que, em inglês, significa continuous positive airway pressure) e custa R$ 2.500. Com esse tipo de equipamento, a pessoa volta a ter um sono restaurador. |
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