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MULHER
Jovens preparadas para atender em casa mulheres com o câncer de mama

Kátia Maria do Nascimento, Josiene e Edilene Magalhães Correia e Alexandra Andrade do Nascimento, estão entre as 30 jovens que concluíram o curso de Acompanhante Domiciliar Pós-Cirúrgico, exclusivamente para atender mulheres com câncer de mama do Hospital Oswaldo Cruz, promovido pela Associação dos Amigos do Peito e coordenado pela psicóloga Andréa Beltrão.

O curso de capacitação teve duração de cinco meses, oferecendo às alunas um crescimento profissional e pessoal, voltado para o exercício da cidadania, praticado e exposto nas aulas ministradas por professores, psicólogos, assistentes sociais e enfermeiras. O curso também contou com o auxílio de filmes, palestras, dinâmica de grupo e aulas práticas, onde as alunas tiveram a vivência e prática com as pacientes, o que foi enriquecedor, segundo Edilene Correia, afirmando que vai estudar enfermagem e assim se qualificar melhor.

A partir de agora as profissionais estão aptas a desempenhar com dedicação a função que escolheram. A Associação dos Amigos do Peito - APEAPE - já tem um banco de dados no Hospital Osvaldo Cruz e no Instituto de Mama do Recife, constando a ficha individual das acompanhantes domiciliares à disposição de todos que necessitem contratar seus trabalhos.

A idéia de capacitar acompanhantes para atender mulheres submetidas à cirurgia de mama, nasceu no final do ano passado quando a Associação participou de um concurso de projetos sociais promovido pelo Programa Capacitação Solidária, e sendo selecionado, iniciou atividades em março deste ano. Decorridos cinco meses o curso foi concluído com muito entusiasmo pelas participantes e classificado pelas monitoras como excelente.

As acompanhantes domiciliares serão importantes para a sociedade, dia Margot Monteiro, presidente da entidade, enfatizando que para os familiares das pacientes nada melhor do que ter pessoas qualificadas para ajudá-los. Nos dias atuais por inúmeras tarefas cotidianas torna-se difícil, para muitas famílias desempenhar este acompanhamento que requer tempo e dedicação, pela fragilidade e necessidade de cuidados especiais que a paciente precisa ter. Quanto às atividades das exercidas por estas jovens no atendimento domiciliar, além da companhia elas auxiliam no banho, na alimentação, na ida ao médico ou exames e estão sempre presentes sabendo ouvir e compreender a paciente.

‘Nosso compromisso vai além do simples fato de acompanhar as pacientes’ disse o vice-presidente da Associação Amigos do Peito, o mastologista Rossano Araújo. Ele lembra a importância dessas profissionais junto às pacientes, destacando que cada uma passou a ser responsável também pela reintegração dessas mulheres no meio social e ao mesmo tempo tirar a idéia das pessoas de que o câncer de mama não tem cura. Tem sim, diz ele, bastando que a mulher tenha a preocupação de fazer a prevenção anual e assim a doença será detectada com tempo de ser combatida.

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Jornal do Commercio
Recife - 20.08.2000
Domingo