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POLÍTICA Acidente com submarino reaproxima Rússia e Otan Agência Estado BRUXELAS O acidente com o submarino nuclear russo Kursk, que naufragou no último fim de semana com 118 marinheiros a bordo, deu impulso à aproximação entre a Rússia e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), cujas relações haviam se deteriorado durante a Guerra de Kosovo, em 1999. A luta contra o relógio para salvar a vida dos 118 tripulantes e para recuperar o custoso submarino deixou em segundo plano o orgulho militar da potência russa que, em busca de uma solução, enviou a Bruxelas uma missão liderada pelo subchefe de Estado Maior da Marinha, Alexander Poboji. A aproximação entre Rússia e Otan alcançara seu ápice desde que o então presidente russo Boris Yeltsin assinou, em maio de 1997, em Paris, um documento histórico de cooperação entre os dois antigos inimigos. Mas a crise em Kosovo reabriu as feridas, interrompeu as até então regulares reuniões mensais do Conselho Conjunto Permanente e levou Moscou a chamar para consultas seu representante, em protesto pelos bombardeios da Otan contra a Iugoslávia. O ataque contra seus aliados históricos sérvios levou a Rússia a ameaçar com a possibilidade de confronto armado com a aliança atlântica, o que trouxe à tona os fantasmas de uma guerra em grande escala. As intensas gestões diplomáticas impediram que isso ocorresse. Após o encerramento dos ataques da Otan contra a Sérvia, a Rússia enviou a Kosovo sua própria força de manutenção de paz, que após longas e tensas negociações acabou por se associar à Força de Paz da Otan em Kosovo (Kfor). Ao chegar ao quartel general da Otan, em Bruxelas, o almirante Poboji pediu, na quinta-feira (17), que não fosse atribuído um caráter político à sua visita. A razão de minha presença aqui é coordenar problemas de ordem técnica e de organização, declarou. HISTÓRICO A hipótese preferida pelas autoridades russas para explicar o acidente de uma colisão no Mar de Barents entre o Kursk e outra embarcação não-identificada faz lembrar os choques envolvendo, no passado, submergíveis russos ou soviéticos e, freqüentemente, navios americanos. Segundo fontes militares citadas pela imprensa de Moscou, houve uma dezena de choques entre submarinos soviéticos e navios americanos durante a Guerra Fria. Eis os acidentes conhecidos, segundo fontes russas e ocidentais: 15 novembro 1969: colisão sem vítimas no Mar de Barents entre um submarino soviético e um americano. 13 junho 1973: colisão no mar do Japão entre um submarino nuclear soviético e um navio de nacionalidade não assinalada provocou 27 mortes. 28 agosto 1977: colisão no Mediterrâneo entre um submarino soviético e um navio de guerra americano. 21 março 1984: colisão no Mar do Japão entre um submarino soviético e um navio de guerra americano. 21 setembro 1984: colisão no Estreito de Gibraltar entre um submarino soviético e um cargueiro não-identificado. 11 fevereiro 1992: colisão no Mar de Barents entre um submarino nuclear russo e o submergível americano Baton Rouge. 20 março 1993: colisão no Mar de Barents entre um submarino nuclear russo e o submergível americano Grayling. 23 março 1994: colisão sem vítimas no Mar de Barents entre dois submarinos nucleares russos. |
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